Saúde fiscal do País está bastante robusta, diz Dilma

Presidente defendeu as desonerações praticadas pelo governo que, segundo ela, custarão R$ 70 bilhões aos cofres públicos em 2013 

José Roberto Castro, da Agência Estado,

20 de novembro de 2013 | 10h40

SÃO PAULO - Um dia depois de participar da abertura de Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff comentou a situação tributária do País em entrevista a rádios de Campinas. Dilma se queixou dos que, segundo ela, reclamam tanto da alta carga tributária quanto das desonerações feitas nos últimos anos. Ela garantiu que o Brasil tem a saúde fiscal "bastante robusta" e que as desonerações feitas eram necessárias.

A presidente listou diversas mudanças tributárias que geraram renúncia fiscal, como a correção da tabela do Imposto de Renda, as desonerações da folha de pagamento e dos produtos da cesta básica e a depreciação acelerada para bens que desoneraram investimentos. Pelas contas de Dilma, as desonerações custarão R$ 70 bilhões aos cofres públicos em 2013. Segundo a presidente, as medidas ajudarão a diminuir o custo do aumento da produtividade e darão competitividade ao País.

Respondendo a uma pergunta, Dilma concordou com o termo utilizado pela entrevistadora para o sistema de cobrança de tributos: manicômio tributário. Segundo a presidente, o "manicômio" é a burocracia que resulta inclusive na bitributação. "O manicômio tributário, com o qual eu concordo, é a burocracia. Isso necessita uma reforma. A burocracia olha para o cidadão e divide ele em várias partes", afirmou, apontando o Simples como uma medida que vai melhorar esta situação. Ao lado da reforma tributária, Dilma disse que o fim da guerra fiscal é "fundamental" para melhorar a situação brasileira.

A presidente deu entrevista às rádios de Campinas diretamente de Brasília, onde passa todo o dia de hoje. Dilma tem reunião com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, participa da Reunião da Executiva Nacional do Partido Social Democrático e da abertura da 5ª Conferência Nacional das Cidades.

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