Seade/Dieese indústria fez parada técnica de contratações em julho

São Paulo, 25 - Após três meses consecutivos de contratações, as indústrias instaladas na Grande São Paulo realizaram uma "parada técnica" em julho, informou o avaliou o coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), pelo lado do Seade, Alexandre Loloian. "Houve antecipação das contratações no segundo trimestre, com um saldo de 136 mil empregos", afirmou, referindo-se às 54 mil contratações, em abril, outras 54 mil, em maio, e 28 mil, em junho. "Em julho, mês de férias, a indústria promoveu parada técnica para avaliar o mercado, as perspectivas para o restante do ano e sentir o humor do mercado", adicionou. A interrupção das contratações também provocou aumento do uso de horas extras no setor industrial. Segundo a PED, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, a proporção dos que trabalharam mais de 44 horas semanais nas indústrias cresceu de 39,6%, em junho, para 40,5%, em julho. "A indústria fez contratações pesadas e, nesse momento, prefere lançar mão de horas extras", analisou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. A pesquisa indica que o setor de Alimentação promoveu redução de pessoal de 5,5%, enquanto Vestuário e Têxtil diminuiu em 0,5% seu pessoal e o agregado Outras Indústrias cortou 1,5% dos postos. Por outro lado, promoveram contratações os segmentos de Gráfica e Papel (2,5%) e Química e Borracha (1,1%), ao passo que Metal-Mecânico manteve relativa estabilidade, de 0,2%, no nível de emprego. "O setor de Alimentação passa por um ajuste e percebemos que o emprego está estável na indústria por causa das exportações e maior oferta de crédito para a aquisição de bens duráveis", analisou Alexandre Loloian. (Jander Ramon)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.