Seca dificulta semeadura da safra de verão

Sistemas de plantio são prejudicados pela falta de chuva e pela baixa umidade do solo

Fábio Marin,

24 de outubro de 2007 | 13h25

Apesar da chegada de mais uma frente fria ao Sudeste, choveu apenas em pontos isolados e em quantidade insuficiente para reverter o quadro de seca instalado no Estado há quase 90 dias. A temperatura máxima caiu em algumas regiões, mas ficou acima de 30 graus em todas as localidades, com picos de 38 graus em Barretos, Iguape, Jaú, Presidente Prudente e Votuporanga. A mínima oscilou entre 15 e 22 graus. A reserva hídrica do solo continua abaixo de 5% na maioria das regiões, nível considerado baixo para esta época, resultado da longa estiagem associada à temperatura elevada que, por sua vez, aumenta as taxas de evapotranspiração. No ano passado, a umidade do solo já passava dos 60% da capacidade máxima de retenção em meados de outubro.  A falta de chuva e a baixíssima umidade do solo dificultam o preparo do solo nas áreas cultivadas em sistema convencional e impedem a semeadura da safra de verão nas áreas cultivadas em sistema de plantio direto. Também atrasam os trabalhos de campo e comprometem a safrinha do próximo ano.Para os pecuaristas de Araçatuba, Barretos e Pindamonhangaba, a seca tem elevado os custos de produção, por causa da falta de pasto e do aumento no preço dos insumos. Perdas Os cafeicultores e produtores de laranja paulistas também têm tido prejuízos com a seca, seja perdendo frutos em fase de formação e que não resistem ao calor e à falta d'água, seja pela queda no vigor das plantas, com efeito sobre a próxima safra. Estima-se que a safra de café de 2008 já tenha caído pelo menos 10%. Nos pomares de caqui de Mogi das Cruzes a seca também tem causado queda na produtividade e perda de rendimento. Para os triticultores de São Miguel Arcanjo e região, o tempo não tem sido problema e a colheita vem sendo realizada com ótima eficiência. Os preços também estão bons, permitindo aos produtores recuperar perdas anteriores. O tempo seco permitiu o avanço na colheita dos canaviais em Ribeirão Preto, Piracicaba e Ourinhos; nas áreas de produção de banana de Registro e Juquiá; da uva irrigada em Jales, Fernandópolis e Urânia. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária

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