Segunda prévia aponta salto de 1,05% no IGP-M em setembro

Resultado é o maior registrado desde julho de 2004; preços no atacado puxaram indicador, diz FGV

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

20 de setembro de 2007 | 08h30

A segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) de setembro subiu 1,05%, ante alta de 0,59% em igual prévia do mesmo indicador em agosto. O resultado, anunciado nesta quinta-feira, 20, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,76% e 1,20%, e próximo à mediana das expectativas (1,00%).  A segunda prévia do IGP-M de setembro teve o maior resultado para uma segunda prévia desde julho de 2004, quando esse tipo de indicador subiu 1,11%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do índice, fornecida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em divulgações anteriores.  A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de setembro. O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve elevação de 1,52% na segunda prévia de setembro, ante aumento de 0,75% na segunda prévia de agosto. Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 4,13% na segunda prévia do IGP-M de setembro, ante elevação de 2,29% na segunda prévia do mesmo indicador em agosto.  Pela mesma tabela, é possível notar que a segunda prévia de setembro do IPA foi o maior resultado nesse tipo de índice desde fevereiro de 2003, quando o IPA teve aumento de 1,91%.  Até a segunda prévia do IGP-M de setembro, o IPA acumula altas de 3,85% no ano e de 5,89% em 12 meses, segundo a FGV. De acordo com a fundação, até a segunda prévia de setembro, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumento de 7,76% no ano, e registram elevação de 15,64% em 12 meses.  Na análise da movimentação de preços entre os produtos no atacado, na segunda prévia do IGP-M de setembro, as altas de preço mais expressivas foram registradas em soja em grão (8,23%); milho em grão (12,49%); e leite in natura (5,46%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado, foram apuradas em cana-de-açúcar (-1,52%); tomate (-10,72%); e batata-inglesa (-8,81%).  Varejo Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,13% na segunda prévia anunciada nesta quinta, em comparação com a alta de 0,26% na segunda prévia do mesmo índice em agosto. O indicador assumiu trajetória contrária a dos outros dois indicadores, e repetiu a taxa registrada nesse mesmo tipo de indicador em maio deste ano - sendo que foi a menor taxa desde outubro de 2006, quando o IPC registrou aumento de 0,07%. No varejo, o IPC acumula elevações de 3,52% no ano e de 4,31% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de setembro, anunciada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) - sendo que o IPC representa 30% do total do IGP-M. Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC, na passagem da segunda prévia do IGP-M de agosto para igual prévia do mesmo indicador em setembro (de 0,26% para 0,13%), foi influenciada principalmente pela queda de preços no grupo alimentação (de 0,88% para -0,13%). No mesmo período, cinco grupos apresentaram desacelerações ou queda de preços, nas sete classes de despesa pesquisadas. Além do grupo alimentação, é o caso de saúde e cuidados pessoais (de 0,32% para 0,18%); educação, leitura e recreação (de 0,31% para 0,19%); e despesas diversas (de 0,28% para 0,04%). Os outros grupos apresentaram aceleração de preços, ou deflação mais fraca, no período. É o caso de habitação (de 0,11% para 0,42%); vestuário (de -0,39% para 0,67%); e transportes (de -0,48% para -0,31%). Na análise dos preços dos produtos no varejo, as altas de preços mais expressivas, na segunda prévia do IGP-M de setembro, foram apuradas em leite em pó (9,25%); gás de botijão (1,50%); e banana prata (12,20%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em manga (-22,70%); mamão da amazônia - papaya (-14,60%); e batata-inglesa (-7,63%).  Construção Civil Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) teve avanço de 0,32% na segunda prévia do IGP-M de setembro, ante alta de 0,37% na segunda prévia de agosto. O índice teve a menor taxa desde julho deste ano, quando o indicador registrou aumento de 0,25%.  Na construção civil, o INCC acumula elevações de preços de 4,50% no ano e de 5,25% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de setembro - sendo que o INCC representa 10% do total do IGP-M. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a FGV, a desaceleração na taxa do INCC, da segunda prévia do IGP-M de agosto para igual prévia em setembro (de 0,37% para 0,32%), foi influenciada por desacelerações de preços em materiais e serviços (de 0,39% para 0,33%); e mão-de-obra (de 0,34% para 0,30%), no período. Ao analisar a movimentação de preços por produtos, a FGV esclareceu que as mais expressivas altas de preço na construção civil, na segunda prévia do IGP-M de setembro, foram registradas em cimento (2,46%); ajudante especializado (0,29%); e servente (0,39%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em aço CA-50 e CA-60 (-0,40%); metais para instalações hidráulicas (-0,14%); e compensados ( -0,36%).  Até a segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula elevações de 3,83% no ano e de 5,43% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M de setembro oi do dia 21 de agosto a 10 de setembro.

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