Selic para o fim de 2012 cai para 7,5%, diz mercado financeiro

Segundo a pesquisa semanal Focus, os cortes de juros promovidos pelo Copom não devem mais terminar em julho; analistas têm expectativa de queda na inflação

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

18 de junho de 2012 | 09h10

BRASÍLIA - Analistas revisaram o cenário para a taxa básica de juros (Selic) nos próximos meses e passaram a prever que os cortes promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) não devem mais terminar em julho. De acordo com a pesquisa semanal Focus realizada pelo Banco Central e divulgada nesta segunda-feira, a previsão para o patamar da taxa Selic no fim de 2012 caiu de 8% para 7,50%. Há um mês, o mercado esperava 8%. No grupo dos analistas que mais acertam as estimativas no levantamento do BC, o chamado Top 5, a previsão também caiu e passou de 7,75% para iguais 7,50%.

De acordo com a pesquisa, o juro cairá 0,50 ponto porcentual na reunião marcada para julho, para 8%. Para os analistas, o ciclo termina na reunião seguinte, de agosto, quando o juro básico deve recuar novamente 0,50 ponto, para 7,50%. Dessa maneira, o mercado prevê que o movimento de redução de juro deve durar 12 meses, já que os atuais cortes começaram em agosto de 2011 e seguem de maneira contínua desde então.

Para 2013, prevalece a previsão de que a taxa de juros voltaria a subir e deve terminar o próximo ano em 9%, mesma previsão feita na semana passada. Há um mês, analistas trabalhavam com a chance de alta até 9,75%. No chamado Top 5, a previsão é a mesma: juro de 9% ao final do ano que vem.

Com a queda da previsão para o fim do ano, a estimativa para o juro médio no decorrer de 2012 recuou de 8,72% para 8,53%. Para 2013, foi reduzida a previsão de Selic média de 8,50% para 8,21%. Quatro pesquisas antes, analistas esperavam juro médio de 8,72% em 2012 e de 9,23% no ano que vem.

Inflação em queda

O mercado financeiro reduziu mais uma vez a projeção de alta do IPCA em 2012. Nesta semana, a mediana das expectativas para a inflação oficial neste ano recuou de 5,03% para 5,00%. Há quatro semanas, a estimativa para a inflação oficial era de 5,21%. Com o movimento, o número se aproxima cada vez mais do centro da meta de inflação, que prevê IPCA de 4,50%, com margem de dois pontos para cima ou para baixo.

Para 2013, após três semanas sem alteração, a projeção caiu de 5,60% para 5,54%. Há um mês, estava em 5,60%.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses seguiu a mesma tendência e caiu de 5,50% para 5,49%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,51%.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, as previsões para o IPCA não mudaram. Para 2012 no cenário de médio prazo, o número seguiu em 5,02%. Para 2013, a previsão dos cinco analistas manteve-se em 5,50%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,22% e 5,80% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em junho de 2012 recuou de 0,23% para 0,21%, abaixo do 0,28% previsto há um mês. Para julho, a expectativa seguiu em 0,20%, ante 0,23% de quatro semanas atrás.

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