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Sem direito a voto, André Esteves volta ao BTG Pactual

Com decisão do Supremo Tribunal Federal, ex-controlador do BTG pode voltar ao trabalho após ter sido preso em uma das fases da Operação Lava Jato

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2016 | 16h48

SÃO PAULO - André Esteves voltou a integrar o 'partnership' do BTG Pactual, conforme antecipou na última segunda-feira o Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. O banco destaca, em comunicado enviado à imprensa, que Esteves terá foco "nas questões do próprio 'partnership', aconselhando o Banco em temas estratégicos e apoiando o desenvolvimento de suas atividades e operações".

O ex-controlador do BTG pode voltar ao trabalho, após cinco meses afastado, com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira, de revogar as medidas cautelares impostas em dezembro, quando sua prisão preventiva foi revogada. Esteves foi preso em novembro sob acusações de envolvimento na Operação Lava Jato.

O BTG Pactual informou que não haverá, por conta do retorno de Esteves, nenhuma mudança na governança corporativa do banco. Dessa forma, Persio Arida seguirá como presidente do Conselho de Administração, Huw Jenkins como vice-presidente do colegiado, Claudio Galeazzi e Mark Maletz como membros independentes e Marcelo Kalim e Roberto Sallouti como co-CEOs do banco.

"Da mesma forma, o controle do Banco não sofrerá nenhuma alteração, mantendo-se a G7 Holding, que não inclui André Esteves", destacou a instituição financeira. Esteves era presidente e controlador do BTG até sua prisão, mas o evento fez com que os demais sócios decidissem alterar o controle via permuta de ações, o que retirou o banqueiro do controle do BTG.

Esteves seguiu com a mesma participação que detinha antes, mas perdeu o poder de voto, que passou a ser dos sete maiores sócios que formam o 'Top Seven Partners'. Além de Arida, Kalim e Sallouti, fazem parte do grupo Antonio Porto Filho, James de Oliveira, Renato dos Santos e Guilherme Paes.

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