Thiago Teixeira|Estadão
Thiago Teixeira|Estadão

Sem interessados, usina Mandhu vai, de novo, a leilão

Unidade sucroalcooleira do grupo indiano Renuka terá novo lance dia 23, desta vez, sem exigência de oferta mínima

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2017 | 05h00

Sem atrair interessados em dezembro, a usina de etanol Mandhu, controlada pela companhia indiana Shree Renuka e que está em recuperação judicial, vai ser colocada, novamente, em leilão no próximo dia 23. A unidade sucroalcooleira de Promissão, no interior de São Paulo, foi a leilão no dia 22 de dezembro, com um lance mínimo de R$ 700 milhões por seus ativos, mas não teve nenhuma oferta.

Uma fonte familiarizada com o assunto afirmou que no próximo leilão não haverá exigência de oferta mínima. Ou seja, os credores vão avaliar a melhor oferta, se houver.

Caso não seja feito nenhum lance pela usina, como ocorreu em dezembro, os credores vão se reunir em uma assembleia, sem data ainda marcada, para decidir os próximos passos, segundo a mesma fonte.

Com várias usinas do setor com problemas financeiros e muitas delas à venda, há riscos de não ter interessados na usina do grupo indiano, segundo fontes ouvidas pelo Estado.

Em crise. A companhia indiana, que entrou no Brasil nos anos 2000, tem quatro usinas no País – duas em São Paulo e duas no Paraná, todas em recuperação judicial. As duas unidades de São Paulo estão sendo reestruturadas pela consultoria Galeazzi. A decisão de leiloar uma das duas usinas paulistas, aprovada pelos atuais administradores da companhia, foi exigência dos credores, entre eles os bancos Itaú, Bradesco, BNDES, além de fornecedores.

O grupo, que está em dificuldades financeiras e em recuperação judicial desde outubro de 2015, acumula dívida de cerca de R$ 2,4 bilhões.

Procurado, nenhum porta-voz do grupo foi encontrado pela reportagem. A Galeazzi não comenta o assunto. 

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