Sem licença, Belo Monte pode ter atraso de 1 ano, diz Lobão

O projeto hidrelétrico de Belo Monte, no rio Xingu (PA), pode ter o início de sua construção atrasado em 1 ano se as licenças ambientais necessárias não forem concedidas em 2009, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nesta terça-feira.

REUTERS

24 de novembro de 2009 | 16h34

A usina --com estimativas de custo que variam de 16 bilhões a 30 bilhões de reais-- tem levantado críticas devido ao alto valor da obra e por potenciais estragos ao meio ambiente.

Lobão disse esperar a liberação da licença pelo Ibama para que o leilão para definição das empresas que construirão a usina aconteça ainda neste ano. Mas, na semana passada, o secretário de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que a licitação deve ficar para janeiro de 2010.

Segundo Lobão, o atraso no projeto de 11 mil megawatts forçaria o governo a confiar em fontes de energia não renováveis, como usinas termelétricas.

"Se não conseguirmos as licenças ambientais rapidamente para ter o leilão de Belo Monte, teremos que adiar este grande projeto hidrelétrico em 1 ano, o que não é bom para o Brasil", disse Lobão a jornalistas após apresentação a investidores em Nova York.

(Reportagem de Walter Brandimarte)

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