Sem licenças no RJ e CE, Petrobras avalia novas plantas de GNL

A Petrobras ainda não recebeu aslicenças ambientais para as duas plantas de GNL (Gás NaturalLiquefeito) que serão construídas no Rio de Janeiro e no Ceará,mas mesmo assim já avalia a construção de outra unidade no Suldo país e a viabilidade de mais três no Nordeste brasileiro. O diretor de Gás e Energia da estatal, Ildo Sauer, salientou que as licenças teriam que sair até o final do ano,para que o cronograma das obras seja seguido, mas que porenquanto isso não vem atrapalhando os projetos. "A liberação das licenças está no limite. Os projetos estãoandando e por enquanto não estão atrasados", disse por telefoneo executivo da Petrobras, explicando que aguarda a liberação dalicença do Rio de Janeiro para o mês de setembro. A planta cearense, com capacidade de produção de 6 milhõesde metros cúbicos, está prevista para entrar em operação no anoque vem, e a unidade carioca deve começar a funcionar em 2009,com capacidade para 14 milhões de metros cúbicos. Segundo ele, o plano estratégico da estatal prevê umaoferta de 31 milhões de metros cúbicos de GNL até 2012, e aempresa já está estudando novas unidades no Brasil e noexterior. A terceira unidade de gás natural liquefeito deve serconstruída em São Francisco, em Santa Catarina, e teria umacapacidade de 10 milhões a 12 milhões de metros cúbicos. "A terceira planta vai ficar no Sul do país. Isso estádefinido para 2011 ou 2012. Estamos estudando outraspossibilidades, inclusive no Paraná, perto do porto deParanaguá", disse Sauer. "São Francisco é importante porque fica perto de um porto efacilita o trabalho", acrescentou o diretor da Petrobras, queadmitiu que uma unidade de GNL em Montevidéu, no Uruguai,também está em estudo na área internacional da companhia. O investimento na construção de um terminal de GNL estáavaliado em cerca de 100 milhões de dólares, e o afretamento deum navio para realizar o processo de regaseificação custa emmédia 300 milhões de dólares, segundo Sauer. O GNL será comprado no mercado spot pela Petrobras, e aNigéria será uma das fornecedoras da estatal brasileira. APOSTA NO NORDESTE A Petrobras aposta no crescimento do mercado do Nordeste dopaís, que seria uma nova "prioridade" da empresa, declarouSauer. A construção do Gasene --gasoduto que vai ligar a regiãocom o Sudeste do país-- deve alavancar o consumo de gás noNordeste, e a empresa aguarda a expansão desse mercado pararealizar novos investimentos em GNL no local. "Precisamos de gás para atender as térmicas, o mercadoveicular e o consumo industrial", disse o diretor da Petrobras. Segundo ele, a empresa tem estudos para construção deplantas de GNL em São Luís, no Maranhão, e nos Estados da Bahiae Pernambuco. "Se houver mercado para o gás no Nordeste podemosviabilizar outros projetos. Há estudos para São Luís,Pernambuco e Bahia", declarou Sauer, que revelou ainda apossibilidade da companhia optar no futuro pela construção determinais fixos de GNL no país. "O navio é bom para atender o mercado flexível de térmicas.Quando a demanda veicular e a industrial crescerem precisaremosde unidades fixas que são mais baratas e têm custos menores",afirmou o executivo. Ele garantiu que a opção pelo GNL não vai encarecer o preçoda energia para o consumidor final. "É melhor pagar dez dólares por milhão de BTU (unidadetérmica britânica) de GNL por dois meses do que ter que pagarseis dólares durante o ano inteiro, conforme prevê o contratode 'take or pay"', afirmou Sauer, ao se referir ao contrato deimportação de gás da Bolívia, que prevê o pagamento do gásmesmo que ele não seja importado ou consumido pelo Brasil. O contrato firmado com os bolivianos é válido até 2019 eestabelece um importação diária de no máximo 30 milhões demetros cúbicos de gás

RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

18 de setembro de 2007 | 20h04

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