Sem PSDB, governo deve aprovar CPMF com margem apertada

Para presidente da Arko Advice, ministro Guido Mantega deve ser mais flexível sobre negociações

Luciana Xavier e Elizabeth Lopes,

29 de outubro de 2007 | 22h35

O governo deverá conseguir os votos necessários para aprovar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, mas, sem o apoio do PSDB, essa vitória se dará com margem apertada. Essa é a avaliação do cientista político Murillo de Aragão, presidente da Arko Advice. "Com o PSDB, o governo terá mais folga", afirmou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.  Ouça a entrevista com Murillo de Aragão  Áudios da Agência Estado analisam tendências de economia e políticaAgência Estado comemora a marca de mil entrevistasOuça avaliação sobre alta do calote no varejo  Ricardo Amorim inaugura o serviço em agosto de 2002  Ouça entrevistas selecionadas por nossos editores  Conheça a história da Agência Estado  Veja como as entrevistas são produzidasAE Broadcast é base para tomada de decisãoAE responde à popularização do mercadoTecnologia robusta garante rapidez, precisão e transparência na divulgação de 40 mil cotações A votação da prorrogação da contribuição é um dos assuntos de destaque desta semana. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que pretende finalizar a proposta que será negociada com o PSDB em dois ou três dias. Segundo Aragão, Mantega deverá ser flexível agora para conseguir um acordo com a oposição. "O governo sabe que sem negociar com a oposição vai ter dificuldades para aprovar a CPMF. E a estratégia do governo foi de endurecer na Câmara para negociar no Senado", explicou. Para o cientista político, o "viável" é que o governo chegue a um acordo para destinar mais recursos para a área de saúde, que foi justamente a que levou a CPMF a ser criada, mas hoje serve para financiar também o Fundo de Combate à Pobreza. Mantega se reúne às 17 horas com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para tentar fechar um entendimento nesse sentido. Mas Aragão acredita que apenas ceder nesse ponto seja pouco. Dentre as concessões já propostas pela oposição, Aragão afirmou ser possível o governo aceitar a redução gradual da CPMF. "O cronograma de redução é bastante factível", analisou. Aragão disse ser importante o governo sinalizar com a redução da carga tributária, começando pela CPMF. Segundo Aragão, apesar de ser oposição, o PSDB não dá sinais de que quer realmente barrar a CPMF. Ele explicou que todo governante sabe que a CPMF é atualmente "imprescindível". "A CPMF é conveniente para qualquer partido", ressaltou. Além disso, o cientista político lembrou que, embora tenha sido criada no governo de Itamar Franco, a CPMF "tomou vida" no governo de Fernando Henrique Cardoso. "Eles (PSDB) são um dos criadores da CPMF", observou.

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