Sem vender ativos, EBX segue 'apanhando', diz analista

O anúncio da reestruturação do acordo entre o grupo EBX e o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, é apenas "o primeiro passo" para uma ampla reestruturação em todo o grupo, na avaliação do consultor Victor Penna, da Diretoria de Mercado de Capitais e Investimentos. Ele acredita que a solidez do grupo foi posta em questão. "Esse passo mostra comprometimento de Eike Batista com o mercado para dar uma solução aos problemas, mas não dá para avaliar como será o futuro."

ANTONIO PITA, Agencia Estado

10 de julho de 2013 | 19h04

Penna avalia que a atual situação do grupo não é algo que possa ser resolvido tão facilmente. Mais cedo, a EBX anunciou ter concluído a renegociação do acordo com o fundo soberano Mubadala. Pelo acordo, a holding brasileira teria resgatado "uma parcela significativa" do investimento inicial de US$ 2 bilhões do fundo, mas não detalhou o valor final.

"É um passo que o mercado esperava e agora vai ter que acompanhar as próximas medidas, como a venda de ativos, o rolamento da dívida. Sem uma notícia mais firme, o grupo vai continuar apanhando", diz o analista.

Segundo ele, a prioridade do grupo deve ser a reestruturação da petroleira OGX, mas outras empresas também estão adiantadas nos processos de negociação para a venda de ativos. Na área de mineração, o alvo prioritário da MMX seria o Superporto Sudeste, preservando as minas que ainda geram receitas para a empresa.

"Pela situação do grupo, as empresas vão querer pagar mais barato pelo ativo. O que facilita para as empresas siderúrgicas, principais interessadas. Mas, elas também não têm uma situação financeira boa." Entre as interessadas, citou CSN, Usiminas e Gerdau.

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