Semana turbulenta para os mercados termina com calma

As principais bolsas internacionais encerraram o dia com altas na Ásia e quedas na Europa e nos Estados Unidos

EFE

26 de janeiro de 2008 | 00h14

Os mercados financeiros internacionais deixam para trás uma semana turbulenta, que começou com uma "segunda-feira negra", mas que termina com uma sexta-feira tranqüila, com altas na Ásia e quedas moderadas na Europa e nos Estados Unidos. Na segunda-feira, quando as bolsas de Nova York não abriram por causa de um feriado, os mais importantes mercados europeus tiveram um dia de quedas espetaculares. As perdas sofridas pelas bolsas do continente chegaram a quase 16%, tudo por causa da crise no setor de crédito surgida nos Estados Unidos. Por essa razão, no dia seguinte, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) convocou uma reunião de emergência e anunciou, antes mesmo da abertura de Wall Street, um corte de 0,75 ponto percentual na taxa de juros. A calmaria decorrente da medida, que na teoria ativará a economia mas aumentará a inflação, durou pouco, já que no dia seguinte o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, se distanciou de seu colega americano e disse que sua preocupação continuava sendo conter os preços. Por causa dessa declaração, na quarta-feira, as bolsas européias viveram uma reedição da "segunda-feira negra", embora Wall Street tenha encerrado o dia com uma alta sólida de 2,5%. Como uma boa montanha-russa, a semana trouxe uma quinta-feira de altas fortes na Europa, com valorizações de quase 6%, enquanto em Wall Street o fechamento foi bem mais modesto que no dia anterior. No entanto, na sexta-feira, os investidores, esgotados após uma semana turbulenta, decidiram realizar lucro e se preparar para a próxima semana. Os mercados asiáticos fecharam hoje com altas significativas, puxadas pelos resultados positivos do dia anterior nos EUA e pela notícia, também de quinta-feira, de que a Casa Branca tinha fechada um acordo para a implementação de um pacote econômico com vistas à reativação da economia. No entanto, na hora do fechamento dos mercados europeus, o pessimismo já tinha se espalhado. Por conta disso, Paris, Londres e Frankfurt fecharam com leves quedas de 0,76%, 0,12% e 0,06%. Já o índice EuroSTOXX 50, que agrupa as grandes ações da zona do euro, recuou 0,84%, depois da queda acentuada das seguradoras e dos Bancos. Na América Latina, os mercados também fecharam sem tendência definida. Lima, Bogotá, Buenos Aires e Caracas encerraram o dia com atas de 2,01%, 1,05%, 0,82% e 0,78%. Em Wall Street, o Dow Jones Industrial caiu 1,38%, pondo fim a semana atípica para todos os mercados.

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