Senado dos EUA barra plano para evitar calote

O Senado dos Estados Unidos, apesar de ser de maioria democrata, rejeitou neste domingo (31) o plano do partido do governo para elevar o teto da dívida do país

31 de julho de 2011 | 16h01

O Senado dos Estados Unidos, apesar de ser de maioria democrata, rejeitou neste domingo (31) o plano do partido do governo para elevar o teto da dívida do país. Ao mesmo tempo, legisladores disseram que estão perto de um plano que contemple as propostas dos dois partidos.

 

Os EUA já têm uma dívida pública de US$ 14,3 trilhões, o máximo permitido por lei. Caso não aprove um aumento desse teto legal, o país pode ter que suspender os pagamentos aos credores no dia 2 de agosto. Desde a sexta-feira 29, esta é a terceira vez que um projeto de elevação do teto da dívida é barrado no Legislativo.

 

Na noite de sexta, o Senado rejeitou uma proposta apresentada pelo republicano John Boehner, de elevar o limite de endividamento em US$ 900 bilhões e exigir cortes de despesas do governo no valor de US$ 2,4 trilhões nos próximos dez anos.

 

Os democratas não aceitam essa proposta basicamente por dois motivos. Primeiro, porque eles defendem corte de gastos combinado com aumento de impostos sobre os 2% mais ricos do país. Segundo, porque esse aumento de US$ 900 bilhões permitiria ao governo manter o pagamento aos credores por seis meses, de modo que, em 2012, ano eleitoral, o Congresso teria que votar novamente a elevação do teto.

 

No sábado, a Câmara, de maioria republicana, rejeitou a proposta dos democratas. O plano consistia em elevar o teto da dívida em US$ 2,4 trilhões (suficiente para o governo pagar credores até 2013) e cortar gastos no valor de US$ 2,2 trilhões em dez anos.

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