Senado dos EUA mantém programa de incentivo à venda de carros

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira uma medida que tentava retirar um programa de incentivo para vendas de automóveis de 1 bilhão de dólares, que faz parte de um projeto de financiamento da guerra de 106 bilhões de dólares.

REUTERS

18 de junho de 2009 | 19h42

Com um placar de 60 votos a 36, o Senado manteve o programa de incentivo, que deve fornecer cupons de até 4.500 dólares para consumidores que quiserem trocar seu carro pouco eficiente por um veículo que consuma menos combustível.

O senador republicano Judd Gregg se opôs à inclusão do programa no projeto de lei porque o projeto não prevê um corte em outras despesas para compensar os custos do programa. Ele também alega que o programa não estava nas versões originais do projeto de financiamento da guerra aprovadas pelo Senado e pelo Congresso.

"Há uma série de lugares neste governo onde atualmente se gasta trilhões de dólares por ano, onde poderíamos encontrar esse 1 bilhão para financiar esse projeto, se essa é a prioridade", afirmou Gregg durante o debate na assembleia.

É esperado, neste ano fiscal, que o déficit federal atinja 1,8 trilhão de dólares, mas outros parlamentares enfatizam que o programa de incentivo ajudará a cortar os níveis de poluição e segurar o desemprego.

"Vimos agora a maior queda nas vendas de automóveis em 50 anos", disse o senador democrata Richard Durbin. "A queda nas vendas vem reduzindo a produção, e isso fez um efeito dominó em toda a economia, forçando concessionárias e fábricas a fecharem as portas".

Alguns senadores reclamaram também que as exigências para o menor consumo de combustível no programa eram muito leves, e tentaram, sem sucesso, impor um programa mais rigoroso.

(Reportagem de Jeremy Pelofsky e John Crawley)

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