Senado dos EUA volta a rejeitar plano de Orçamento e crise se aprofunda

Prazo para acordo no Congresso norte-americano termina nesta segunda-feira; impasse levará a um fechamento parcial das agências federais do país

Agências internacionais,

30 de setembro de 2013 | 23h09

Pela segunda vez nesta segunda-feira, o Senado dos Estados Unidos rejeitou um plano de Orçamento aprovado pela Câmara dos Representantes - o qual teria evitado um fechamento temporário das agências federais à meia-noite (horário dos EUA). O projeto previa o adiamento da entrada em vigor de uma parte chave da reforma da saúde, tema que vem causando impasse entre as duas casas.

Por 54 votos a favor e 46 contra, o Senado descartou a proposta e voltou a enviar à Câmara um plano que forneceria temporariamente fundos ao governo sem tocar na reforma da saúde. Se Câmara e Senado não chegarem a um acordo antes da meia-noite parte do governo deverá fechar por falta de fundos.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Barack Obama, conversou por telefone com os quatro principais líderes do Congresso na tentativa de evitar a paralisação - que fica cada vez mais próxima.

Impasse. A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, partido de oposição ao presidente Barack Obama, aprovou um plano que impõe um adiamento de um ano em partes importantes da lei da reforma da saúde e rejeita um aumento de imposto sobre alguns aparelhos médicos.

Essa discussão está atrelada às negociações para aprovar um projeto de financiamento temporário para o ano fiscal de 2014 antes da noite desta segunda-feira - quando termina o atual ano fiscal do país.

Isso porque o projeto que financia o governo até 15 de novembro foi aprovado pelo Senado e devolvido à Câmara com a adição de recursos para a reforma da saúde. Se os parlamentares não chegarem a um acordo, haverá uma paralisação parcial das agências federais a partir da terça-feira, com dezenas de milhares de funcionários entrando em férias coletivas.

Fechamento. O último fechamento do governo ocorreu em 1996 e durou 23 dias. Acredita-se que a paralisação deste ano pode durar mais. Desta vez, nenhuma das 12 medidas de financiamento do governo foi aprovada, o que provocará a paralisação de todos os setores, exceto as funções que possuem sua própria fonte de recursos.

Esta é mais uma das batalhas fiscais que têm dominado Washington nos últimos anos, evidenciando a profunda divisão entre os republicanos e o governo Obama e seus aliados democratas. Nas ocasiões anteriores, os dois lados conseguiram chegar a acordos de última hora para evitar uma paralisação.

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