Senador dos EUA pede apoio de Obama a corte de déficit de US$ 4 trilhões

'O presidente precisa começar a fazer o que apenas um presidentepode fazer, que é convencer o país de que ele está certo', disse o republicano Lamar Alexander

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

22 de novembro de 2011 | 18h13

O senador norte-americano Lamar Alexander (republicano pelo Tennessee) defendeu nesta terça-feira, 22, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comece a divulgar ao país um gigantesco e ambicioso plano de redução do déficit e que este será "um assunto de primeira ordem" a partir da próxima semana, quando o Congresso dos EUA regressar do recesso do feriado de Ação de Graças.

O comentário de Alexander vem à tona apenas um dia depois de o chamado supercomitê bipartidário de redução de déficit ter encerrado suas atividades sem conseguir um acordo político que evitasse a implementação, a partir de 2013, de cortes automáticos bem menores do que o defendido por ele.

Um grupo bipartidário de cerca de 100 deputados e 45 senadores pressionava o supercomitê a adotar um plano de US$ 4 trilhões em redução do déficit pelos próximos dez anos, mas o comitê conjunto não conseguiu nem ao menos um acordo para o corte mínimo de US$ 1,2 trilhão para o mesmo período, similar aos cortes automáticos que entrarão em vigor em janeiro de 2013 se o Congresso não agir até o fim do ano.

"Já conversei com outros senadores. Espero que seja um assunto de primeira ordem, quando voltarmos na segunda-feira", disse Alexander em entrevista.

Ele também pediu o apoio de Obama ao plano de US$ 4 trilhões desenvolvido por uma comissão bipartidária comandada pelo democrata Erskine Bowles e pelo republicano Alan Simpson.

"Então o presidente precisa começar a fazer o que apenas um presidente pode fazer, que é convencer o país de que ele está certo", disse Alexander.

As informações são da Dow Jones.

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