S&P corta nota da Grécia para CC, com perspectiva negativa

Agência de classificação de risco estima uma probabilidade de recuperação de 30% a 50% do principal da dívida do país por seus credores

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

27 de julho de 2011 | 14h12

A agência de classificação de risco Standard & Poor's cortou o rating de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da Grécia para CC, de CCC. O rating de curto prazo foi reafirmado em C. A perspectiva para os ratings é negativa.

O rating de probabilidade de recuperação do investido pelos detentores de bônus do país em caso de default (recovery rating) permanece no nível 4, indicando que a S&P estima uma probabilidade de recuperação de 30% a 50% do principal da dívida do país por seus credores, incluindo os bônus sujeitos a uma redução de 20% no valor presente líquido, conforme o estimado pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF), pela proposta de troca de dívida acertada entre os líderes europeus e os credores privados.

Na última sexta-feira, outra agência de classificação de risco, a Fitch, já havia colocado a dívida grega em "default parcial", por conta das condições do novo pacote de ajuda financeira aprovado pela União Europeia no dia anterior.

Nesta segunda, a Moody's anunciou que cortou a classificação da Grécia em três níveis, de Caa1 para Ca, e atribuiu aos papéis uma perspectiva "em desenvolvimento", após o anúncio do programa de resgate da União Europeia para o país. A agência também colocou a nota de risco de oito bancos gregos em revisão para possível rebaixamento.

Preocupado com sua grande exposição à zona do euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciou hoje que provavelmente vai contribuir para o pacote de ajuda à Grécia com uma fatia menor do que contribuiu nos programas de resgate para Portugal e Irlanda, de acordo com pessoas próximas ao assunto. Em seguida ao primeiro pacote de ajuda à Grécia, em maio do ano passado, o FMI disse que contribuiria com um euro para cada dois euros prometidos pelos membros da zona do euro aos países que precisassem de socorro. As autoridades europeias assumiram nas negociações para o novo programa grego que o FMI forneceria novamente um terço do financiamento. As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 14h41)

 

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