S&P ignora capacidade dos EUA lidar com desafios fiscais, diz governo

Em comunicado em que colocou o rating dos EUA em perspectiva negativa, S&P diz que o déficit subiu para mais de 11% do PIB em 2009, de entre 2% a 5% de 2003 a 2008

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

18 de abril de 2011 | 13h08

A administração Obama disse que a perspectiva negativa atribuída pela Standard & Poor's ao rating AAA dos EUA subestima a capacidade do país de enfrentar seus desafios fiscais.

Na manhã desta segunda-feira, 18, a S&P afirmou o rating AAA dos EUA, mas o colocou em perspectiva negativa. "Mais de dois anos depois do começo da crise recente, os formadores de política dos EUA ainda não chegaram a um acordo sobre como reverter a recente deterioração fiscal ou solucionar as pressões fiscais de longo prazo", comentou Nikola Swann, analista de crédito da S&P.

A secretário-assistente do Departamento do Tesouro para Mercados Financeiros, Mary Miller, discordou da avaliação da S&P. "Acreditamos que a perspectiva negativa da S&P subestima a capacidade dos líderes da América de se unirem para enfrentar os desafios fiscais que atingem a nação", afirmou Miller.

Segundo Miller, democratas e republicanos concordam ser o momento de começar a reduzir a parcela do déficit no PIB.

Em seu comunicado, a S&P diz que o déficit dos EUA subiu para mais de 11% do PIB em 2009, de entre 2% a 5% de 2003 a 2008. A agência disse ainda que as diferenças entre os republicanos e democratas sobre como cortar o déficit "continuam amplas". Mesmo com um acordo, "há grande chance de que levará anos para que o governo atinja uma posição fiscal que estabilize o fardo da dívida", observou a S&P.

Na sexta-feira, os republicanos da Câmara votaram pela adoção de um plano de orçamento prevendo corte dos gastos federais em US$ 5,8 trilhões em dez anos e mudanças profundas no programa Medicare para pessoas com idade inferior a 55 anos. A medida foi aprovada por 235 votos a favor e 193 contra. Provavelmente, o plano será rejeitado pelo Senado controlado por democratas e o presidente criticou severamente a medida, dizendo que premiaria "milionários e bilionários" e prejudicaria os pobres e a classe média. As informações são da Dow Jones.

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