S&P reafirma rating dos EUA, mas reduz perspectiva para negativa

'Formadores de política dos EUA ainda não chegaram a um acordo sobre como reverter a recente deterioração fiscal ou solucionar as pressões fiscais de longo prazo', diz a agência

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de abril de 2011 | 10h34

A agência de classificação de risco Standard & Poor's reafirmou o rating de crédito soberano de longo prazo AAA dos EUA e anunciou que reduziu a perspectiva da classificação de estável para negativa. "Mais de dois anos depois do começo da crise recente, os formadores de política dos EUA ainda não chegaram a um acordo sobre como reverter a recente deterioração fiscal ou solucionar as pressões fiscais de longo prazo", comentou Nikola Swann, analista de crédito da S&P.

Segundo a S&P, os ratings que atribui aos EUA se baseiam na economia de alta renda, altamente diversificada e flexível. A economia norte-americana é sustentada por um forte histórico de política monetária prudente e confiável, evidenciada pela capacidade de dar suporte ao crescimento ao mesmo tempo que contém as pressões inflacionárias, disse a S&P. Além disso, a agência afirmou que os ratings refletem a visão da agência sobre as vantagens singulares da posição do dólar entre as moedas globais.

"Embora nós acreditemos que essas forças atualmente contrabalançam o que nós consideramos ser riscos econômicos e fiscais significativos e a grande posição de devedor externo, nós agora acreditamos que elas podem não compensar totalmente os riscos de crédito durante os próximos dois anos no nível AAA", disse Swann.

"Nossa perspectiva negativa para o rating sinaliza que nós acreditamos que há ao menos uma chance em três de que nós possamos rebaixar o rating de longo prazo dos EUA dentro de dois anos", informou Swann. "A perspectiva reflete nossa visão do crescente risco de que as negociações políticas sobre quando e como solucionar os desafios fiscais de médio e longo prazos persistam até pelo menos depois das eleições nacionais de 2012", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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