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S&P rebaixa rating da dívida de longo prazo da Itália

Segundo agência de classificação de risco, rebaixamento reflete visão de enfraquecimento na perspectiva de crescimento da Itália

Gustavo Nicolleta, da Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 21h13

A agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P) divulgou em um comunicado que rebaixou o rating de longo prazo da dívida soberana da Itália para A, de A+, e o rating de curto prazo para A-1, de A-1+, atribuindo perspectiva negativa para ambos.

"O rebaixamento reflete nossa visão de enfraquecimento na perspectiva de crescimento da Itália e também a visão de que a frágil coalizão do governo italiano e as diferenças políticas dentro do parlamento vão continuar limitando a capacidade do governo para responder de forma decisiva aos ambientes macroeconômicos doméstico e externo", disse a S&P.

A agência divulgou também que a perspectiva negativa para os ratings reflete os riscos de o governo italiano não cumprir as metas fiscais para o período que vai de 2011 a 2014, assim como as dúvidas sobre se as medidas de estímulo ao crescimento serão implementadas dentro do prazo.

Segundo a S&P, o governo da Itália acredita que o programa de ajuste fiscal para os próximos anos resultará numa consolidação de aproximadamente ? 60 bilhões até 2014. A agência, no entanto, acha que a expectativa dos italianos está muito alta e citou três motivos para isso - o crescimento potencialmente mais lento da economia do país, o fato de quase dois terços do plano de ajuste fiscal ser baseado em aumentos de impostos e, por último, a provável elevação nas taxas de juros do mercado nos próximos meses.

"A diminuição da demanda externa, os programas de austeridade do governo e a pressão sobre os custos de financiamento tanto no setor privado quanto no setor público vão, na nossa opinião, resultar num crescimento menor para a economia italiana. Achamos que essa redução no ritmo da atividade econômica dificultará o cumprimento das metas fiscais", acrescentou a agência.

Apesar disso, "caso o governo consiga obter apoio político suficiente para implementar as medidas de estímulo ao crescimento e, dessa forma, fortalecer a perspectiva de redução material na dívida pública no médio prazo, podemos afirmar os ratings nos níveis atuais", disse a S&P.

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