Serviços de telecom devem crescer 8% em 2012, diz IDC

Faturamento bruto no fim do ano deverá ser de R$ 180 bilhões; crescimento tende a ser impulsionado por serviços de voz e dados móveis, segundo analista

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

28 de agosto de 2012 | 12h34

O setor de serviços de telecomunicações, de voz e banda larga fixa e móvel, deverá encerrar este ano com um faturamento bruto de R$ 180 bilhões, o que representaria uma alta de 8% em relação ao ano passado, segundo projeção divulgada nesta terça-feira pela consultoria IDC. Para 2013, o faturamento pode atingir os R$ 200 bilhões, projeta a consultoria.

O analista de mercado de telecomunicações Samuel Rodrigues destaca que os serviços de voz e dados móveis, com alta de 12%, devem puxar este crescimento em 2012, enquanto os serviços de voz fixa devem ter alta entre 1% a 2%. "Os serviços móveis vêm compensando os fixos. Antes, o telefone fixo servia para alavancar a venda da banda larga. Hoje, é o contrário, a banda larga fixa passou a alavancar a telefonia fixa", afirmou.

Em termos do conjunto de serviços de banda larga, as projeções da consultoria são de uma alta de 21% este ano, para 26 milhões de acessos. Entre esta base, a banda larga fixa deverá crescer 20%, atingindo 19 milhões de acessos e a banda larga móvel uma alta de 25%, para 7 milhões de acessos. "Este ritmo de crescimento tende a se manter nos próximos anos", avalia Rodrigues.

A expectativa da IDC é que o País encerre o ano com 280 milhões de linhas móveis ativas, o que representaria uma alta de 17% sobre a base do final do ano passado. O setor deverá manter ainda média dos últimos anos, de uma representatividade de 80% da base concentrada no pré-pago.

Até 2015, os serviços de telecomunicações devem movimentar algo como R$ 240 bilhões. "O setor deve manter um ritmo de crescimento acima da alta do PIB, impulsionado pelos eventos esportivos", acrescentou Rodrigues.

Isto deverá incrementar também todo o setor de infraestrutura das redes, destaca o analista da IDC, João Paulo Bruder. "A infraestrutura atual é insuficiente, mas, com a perspectiva de aumento do consumo dos serviços, as empresas precisarão investir", disse.

Em relação à América Latina, com base na taxa de câmbio do ano passado, o mercado brasileiro representou 54% do setor em todo o continente. O faturamento do setor na América Latina deverá encerrar este ano com uma alta de 8%, somando US$ 200 bilhões.

O analista da consultoria para América Latina, Diego Anesini, cita que os eventos esportivos dos próximos anos devem elevar a representatividade do Brasil sobre o setor na região. "O setor na América Latina segue as mesmas tendências do Brasil, da migração do fixo para móvel e dos serviços de voz para dados", avaliou.

Sobre a suspensão das vendas por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em relação a operadoras em determinados Estados, os analistas avaliam que o impacto foi apenas no curto prazo, sem causar maiores prejuízos para os números consolidados do ano. Os dados analisados pela IDC desconsideram serviços de datacenter e TV por assinatura.

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