Serviços têm menor confiança em junho, diz FGV

Recuo representa a terceira queda consecutiva nesse tipo de comparação; Índice de Confiança de Serviços chegou ao menor patamar desde agosto de 2009

Daniela Amorim, da Agência Estado,

29 de junho de 2012 | 08h43

RIO - O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 1,8% na passagem de maio para junho, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador caiu de 125,4 para 123,1 pontos no período.

Foi a terceira queda consecutiva nesse tipo de comparação, o que levou a confiança dos serviços ao menor patamar desde agosto de 2009, quando ficou em 116,2 pontos. O resultado reforça os sinais de desaceleração no nível de atividade do setor, segundo a FGV.

O responsável pelo menor otimismo foi o recuo na satisfação dos empresários em relação ao momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA-S) passou de -0,7% em maio para -2,7% em junho.

Também houve piora na percepção sobre os próximos meses, embora a queda de 1,1% do Índice de Expectativas (IE-S) em junho ante maio tenha sido inferior ao recuo de 3,3% registrado no mês anterior na mesma base de comparação.

Satisfação

A satisfação dos empresários do setor de serviços em relação aos negócios recuou na passagem de maio para junho. O Índice de Situação Atual (ISA) referente a esse quesito caiu 3,5% no período, saindo de 120,0 para 115,8 pontos, segundo a FGV, que divulgou nesta sexta-feira a Sondagem de Serviços.

Entre as 2.545 empresas consultadas na pesquisa em relação aos seus negócios, 28,5% avaliam a situação atual como boa, contra 33,9% no mês anterior. Mas o porcentual que considera a situação como ruim diminuiu para 12,7% em junho, ante 13,9% em maio.

Dentro do ISA, a avaliação sobre a Demanda Atual recuou com menos intensidade, -1,8%. Segundo a FGV, o resultado indica que o setor percebe uma piora menos acentuada na demanda pelos serviços ofertados do que na situação geral dos negócios, o que pode ter influência de fatores como a rentabilidade.

Ainda na comparação com maio, a expectativa do empresariado quanto à demanda prevista nos seis meses seguintes recuou 2,8% em junho, para 135,1 pontos, o menor patamar registrado desde agosto de 2009, quando atingiu 133,6 pontos.

A parcela de empresas que prevê um aumento da demanda diminuiu de 47,0% em maio para 43,1% em junho, enquanto a fatia das que esperam uma demanda menor ficou praticamente estável, ao passar de 8,0% para 8,1% no mesmo período.

De acordo com a FGV, os dados da sondagem indicam uma desaceleração do ritmo de atividade do setor de serviços ao longo do segundo trimestre do ano.

Sazonalidade

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) passou a divulgar nesta sexta-feira a Sondagem de Serviços com ajuste sazonal. Até maio, os indicadores da pesquisa eram divulgados apenas na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Segundo nota divulgada pela FGV, o ajuste sazonal é obtido "filtrando o componente sazonal calculado através de um modelo de decomposição estrutural das séries da sondagem". A série histórica da Sondagem de Serviços teve início em junho de 2008, portanto, a série completou quatro anos, número mínimo para o cálculo sazonal.

Segundo a FGV, o ajuste facilitará a interpretação dos resultados, mas os números ainda devem ser usados com ressalvas, já que a pesquisa conta com apenas 49 observações até junho de 2012. A FGV já divulga a Sondagem da Indústria com ajuste sazonal.

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