Servidores do Reino Unido param contra reforma em aposentadorias

A greve de um dia foi convocada por quatro sindicatos, que representam 750 mil professores e outros funcionários públicos britânicos

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

30 de junho de 2011 | 11h28

Funcionários públicos de escolas britânicas, da agência de controle da fronteira e de outros serviços públicos fazem uma greve de um dia nesta quinta-feira, contra os planos do governo de elevar a idade de aposentadoria dos servidores e exigir que eles contribuam mais para o sistema previdenciário, informa o Wall Street Journal.

A questão das aposentadorias dos servidores públicos tornou-se alvo de disputa pela Europa, com governos precisando de dinheiro em busca de cortes de custos, diante do fato de que as pessoas vivem mais e o peso dessas pensões para o contribuinte tem subido. No Reino Unido, porém, os indícios sugerem que os protestos foram relativamente menores, em comparação com manifestações grandes, e muitas vezes violentas, em nações como Grécia e Espanha.

A greve de um dia foi convocada por quatro sindicatos, que representam 750 mil professores e outros funcionários públicos britânicos. Sindicalistas prometeram paralisações no controle fronteiriço em aeroportos, portos e terminais ferroviários internacionais, em centros para trabalhadores e telefones de auxílio, escritórios da receita, tribunais e até centros de testes para motoristas receberem habilitações.

Organizações empresariais temem que a ainda enfraquecida economia britânica sofra, com trabalhadores precisando pegar seus filhos na escola pelas aulas canceladas. Já o governo comemorou, dizendo que os dados indicavam que menos de 100 mil funcionários estavam em greve, cerca de um quinto da categoria e bem menos que o prometido pelos sindicatos. Esse número não inclui os professores. Na Inglaterra, cerca de um terço das escolas estava aberto, um terço parcialmente funcionando e o terço restante, parado. No País de Gales, mais de 1.000 das 1.800 escolas estavam fechadas ou parcialmente fechadas, porém na Escócia todas estavam abertas.

Um representante da agência de fronteira do Reino Unido afirmou que o impacto para os passageiros foi "relativamente limitado". No Aeroporto de Heathrow, maior do país, não houve "impactos significativos", disse a mesma fonte. As informações são da Dow Jones. 

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