Setor de álcool discute com BNDES investimento de R$ 1,8 bi no PR

Curitiba, 20 - Indústrias de açúcar e álcool do Paraná lançaram hoje, no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, um programa que visa a expandir a produção de cana-de-açúcar e modernizar as instalações industriais, com investimentos de R$ 1,8 bilhão. Na quarta-feira (22), os representantes do setor e do governo do Estado estarão no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apresentar o projeto e reivindicar o financiamento de R$ 1 bilhão. O restante seria investido pelo próprio setor. "A obrigação do governo é antecipar o que vai acontecer, por isso reconhecemos a qualidade estratégica do setor", disse o governador Roberto Requião (PMDB). Segundo ele, o governo entrará apenas com o apoio estratégico para desenvolver o projeto. Requião afirmou já ter tido um contato inicial com o BNDES e as perspectivas são boas para que haja o investimento. "O BNDES é o banco de investimento que tem mais dinheiro disponível, amarrado apenas pelo Fundo Monetário Internacional", acentuou. Com o investimento, o presidente da Associação de Produtores de Álcool do Paraná (Alcopar), Anísio Tormena, acredita que haverá uma expansão em mais 150 mil hectares da área que hoje é de 340 mil hectares. Com isso, dentro de dois anos o Estado poderá acrescer mais 1,1 bilhão de litros de álcool à produção atual de 1,2 bilhão de litros e 1,8 milhão de toneladas de açúcar. "Temos um potencial fantástico no Paraná", afirmou Tormena. Ele acredita que a safra, hoje de 28 milhões de toneladas de cana, tenha aumento de 45%. Os investimentos deverão ser realizados sobretudo nas regiões noroeste e norte pioneiro do Estado. A previsão é de que o setor, que hoje emprega 70 mil pessoas, agregue mais 16 mil postos. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina também está estudando a possibilidade de implantação de um terminal exclusivo para exportação de álcool. Hoje, a exportação paranaense chega a cerca de 200 milhões de litros anuais. "A meta é crescer muito mais", disse o presidente da Alcopar. Para isso, também está em estudos a construção de um duto que levaria o álcool de Curitiba a Paranaguá, numa extensão aproximada de 100 quilômetros. "Teríamos uma grande economia com logística", acentuou Tormena.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2004 | 17h45

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