Setor de serviços tem receita 9,6% maior em setembro, diz IBGE

Foi a maior expansão desde abril deste ano; a receita bruta do setor acumula alta de 8,4% no ano e de 8,7% em 12 meses

Daniela Amorim, da Agência Estado,

19 de novembro de 2013 | 09h34

A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 9,6% no mês de setembro sobre setembro de 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira, 19. Foi a maior expansão desde abril deste ano, quando o crescimento foi de 11,6%. A taxa de setembro também foi a terceira maior alta registrada na série histórica da pesquisa, que teve início em janeiro em 2012. A receita bruta do setor acumula alta de 8,4% no ano e de 8,7% em 12 meses.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi inaugurada em agosto, com série histórica desde janeiro de 2012. A pesquisa produz índices nominais de receita bruta, desagregados por atividades e com detalhes para alguns Estados, divididos em três principais tipos: o índice do mês frente a igual mês do ano anterior; o índice acumulado no ano; e o índice acumulado em 12 meses.

Ainda não há divulgação de dados com ajuste sazonal (mês contra mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos.

Os serviços prestados às famílias registraram expansão na receita nominal de 9,5% em setembro, ante igual mês de 2012. Já os serviços de informação e comunicação cresceram 8,1%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 9,0%. O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registraram expansão de 12,1%, e outros serviços tiveram aumento de 7,0%.

A receita de serviços registrou crescimento em todas as unidades da Federação em setembro, na comparação com setembro de 2012. O Amapá teve a menor expansão, com crescimento de apenas 1,3%, seguido por Roraima (3,4%) e Sergipe (5,4%). As maiores altas foram registradas em Mato Grosso (19,8%), Distrito Federal (19,4%) e Tocantins (18,7%). Na Paraíba, o aumento foi de 16,4%, enquanto a expansão em Santa Catarina foi de 14,6%.

Empresas. A maior demanda de empresas por serviços em setembro puxou a recuperação na receita nominal do setor naquele mês. A expansão na receita bruta dos serviços passou de 6,6% em agosto para 9,6% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

"Essa recuperação ocorreu nos segmentos que mais pesam no setor de serviços, onde a demanda empresarial é mais forte, como serviços de comunicação, serviços profissionais e transportes", apontou Roberto Saldanha, técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Os serviços de transporte foram responsáveis por 39,6% da formação da taxa em setembro, puxados, sobretudo, pelo transporte terrestre, que teve participação de 20,8% no crescimento da receita dos serviços no mês. "No transporte terrestre, é o transporte de carga que pesa mais. Houve aumento de transporte de carga em setembro e puxou serviços. Lógico que a demanda das famílias ajudou, mas o maior consumo foi das empresas", afirmou Saldanha.

Segundo ele, o maior movimento no transporte de carga foi causado tanto pela agricultura quanto pela indústria. "Tanto para consumo de matéria-prima quanto para distribuição de seus produtos. Uma melhor produção agrícola ajuda também (no aumento do transporte terrestre), mas há maior consumo de matérias-primas, há também distribuição de produtos", lembrou o técnico do IBGE, confirmando que o aumento no transporte de cargas pode sinalizar uma recuperação da indústria. "O transporte de carga rodoviário é o mais utilizado pelas empresas", acrescentou.

Já o setor de serviços de informação e comunicação, responsável por 29,1% da taxa de crescimento dos serviços, teve contribuição tanto da demanda empresarial quanto da demanda das famílias. "Houve crescimento maior em termos de telefonia fixa e celular. Também entram aí serviços corporativos, como transmissão de dados", apontou.

O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares ficou com 19,8% do aumento na receita nominal dos serviços em setembro.

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