‘Setor educacional ainda se consolida’, diz Carbonari, da Anhanguera

Presidente do Conselho de Administração da Anhanguera Educacional, a maior rede de ensino do País, conta sobre os planos da empresa e sua história de empreendedorismo

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios,

23 de maio de 2011 | 08h24

A tudo o que é impossível, este professor de matemática diz fazer uma pergunta: "por que não?". E foi assim que Antonio Carbonari saiu das salas de aula e da pró-reitoria da Universidade São Francisco para fundar em 1994 a sua própria escola superior, a Anhanguera Educacional, hoje a maior rede de ensino do País.

Carbonari diz ter herdado dos pais o tino para o negócio.  "Venho de uma família de comerciantes, daí a veia empreendedora", comenta. Um conselho dos frades franciscanos que mantinham a São Francisco foi o gatilho para o empreendedor começar a colocar a sua ideia em prática. "Os frades viam o meu potencial e diziam que eu não devia me esquecer que aquilo não seria a minha herança, não seria meu."

O professor acredita ter quebrado paradigmas ao criar uma universidade voltada a trabalhadores de baixa renda que só dispunham de um tempo a noite para estudar. "É o que hoje se chama de classe B e C, mas lá atrás já enxergávamos como público", lembra.

Dos 240 alunos do início até os mais de 300 mil atuais, o crescimento foi exponencial. Somente desde a abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2007, foram mais de 30 aquisições.

O setor ainda passa por uma fase de consolidação, que deve perdurar por pelo menos os próximos dois anos, acredita.

A empresa, no entanto, tem planos mais ambiciosos de expansão. "Mapeamos 200 potenciais cidades que podemos atuar, das quais 80 são filé mignon", conta o empresário que também revela que sonha em abrir unidades em outros países. "Por enquanto são apenas ideias, não projetos. Acho que vão se tornar planos ao longo de 2012", confessa.

 

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