Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Setor público tem superávit primário de R$ 13,4 bi em junho

No primeiro semestre, o resultado primário do setor público foi positivo em R$ 78 bilhões, o equivalente a 3,99% do PIB

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

29 de julho de 2011 | 10h43

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e empresas estatais) registrou superávit R$ 13,370 bilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em igual período de 2010, o superávit primário havia sido de R$ 2,179 bilhões.

No resultado do mês passado, o governo central contribuiu com superávit de R$ 9,704 bilhões; os governos regionais, com saldo positivo de R$ 3,091 bilhões; e o conjunto das empresas estatais, com superávit de R$ 575 milhões.

O resultado do primário consolidado ficou dentro do intervalo das expectativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de R$ 12,7 bilhões a R$ 14 bilhões, e superou a mediana projetada, de R$ 13,050 bilhões.

No acumulado do primeiro semestre de 2011, o resultado primário do setor público foi positivo em R$ 78,190 bilhões, o equivalente a 3,99% do PIB. Em igual período do ano passado, o esforço fiscal havia sido de R$ 42,056 bilhões, o correspondente a 2,41% do PIB. O governo central, nos seis primeiros meses deste ano, contribuiu com superávit de R$ 55,389 bilhões, ou 2,83% do PIB; os governos regionais economizaram antes dos juros R$ 22,137 bilhões, ou 1,13% do PIB; e as empresas estatais, R$ 664 milhões, ou 0,03% do PIB, no mesmo período.

Já no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o superávit primário é de R$ 137,830 bilhões, o que representa 3,54% do PIB. Vale lembrar que a meta para o ano é de economizar, antes dos juros, R$ 117,9 bilhões. Ou seja, o esforço fiscal já acumula uma gordura de R$ 20 bilhões sobre a meta. Embora também seja importante ressaltar que, em setembro, vão sair da conta cerca de R$ 30 bilhões, relativos à capitalização da Petrobras.

No resultado em 12 meses até junho, o governo central contribuiu com superávit de R$ 109,345 bilhões; os governos regionais, com saldo positivo de R$ 26,813 bilhões; e as estatais, com superávit de R$ 1,671 bilhão.

Dívida

A dívida líquida do setor pública ficou praticamente estável em junho, totalizando R$ 1,542 trilhão, o equivalente a 39,7% do PIB. Em maio, o estoque da dívida líquida correspondia a 39,8% do PIB. De maio para junho, a dívida teve um recuo de apenas 0,1 ponto porcentual do PIB.

Em relação a dezembro, a dívida caiu, em relação ao PIB, 0,5 ponto porcentual. No final do ano de 2010, a dívida líquida correspondia a 40,2% do PIB ou R$ 1,475 trilhão.

A dívida bruta do governo alcançou 56% do PIB em junho, com aumento de 0,2 ponto porcentual do PIB em relação a maio. Em termos absolutos, a dívida bruta chegou a R$ 2,177 trilhões em junho. 

Gastos

O chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, informou que, impulsionado pelo aumento na taxa básica de juros (Selic) e pela inflação mais alta, além do natural aumento do estoque da dívida, o gasto com juros do setor público de R$ 119,7 bilhões no primeiro semestre foi o mais alto da série para o período.

Nos seis primeiros meses de 2011, a Selic acumulada foi de 5,53% (ante 4,3% em igual período de 2010) e a inflação foi de 3,87% (ante 3,09% nos seis primeiros meses do ano passado). Como variou mais e ainda referencia uma maior parcela da dívida, o impacto da Selic na conta de juros foi maior do que os demais.

No acumulado em 12 meses, em termos nominais, o gasto com juros também foi o maior da série. Somente no mês passado, essa conta registrou o pior resultado para o mês na série, iniciada em 2001.

Embora o gasto com juros tenha ficado bem mais alto este ano, o déficit nominal tem se comportado melhor, por conta do reforço no superávit primário do setor público. Dessa forma, o déficit nominal em junho foi o mais baixo para o mês desde 2007 e no primeiro semestre, o menor para o período desde 2008. No acumulado em 12 meses, o resultado nominal em proporção do PIB é o mais baixo desde dezembro de 2008.

(Texto atualizado às 14h41)

Tudo o que sabemos sobre:
setor públicosuperávitBanco Central

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.