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Setor público tem superávit primário de R$ 39,3 bi no 1º tri

Em março, superávit chegou a R$ 13,6 bi, o maior resultado para o mês desde o início da série, em 2001

Célia Froufe e Fábio Graner, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 10h47

As contas do setor público (governo central, Estados, municípios e empresas estatais) apresentaram superávit primário de R$ 13,6 bilhões em março. O resultado do mês passado é o maior para meses de março desde o início da série, em 2001, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Banco Central.

O número ficou perto do teto das previsões colhidas pelo AE projeções junto a 13 analistas, cujas previsões variavam de R$ 9,8 bilhões a 13,8 bilhões.

O resultado foi principalmente impulsionado pelas contas dos governos regionais (Estados e municípios), que apresentaram superávit primário de R$ 4,436 bilhões em março. Enquanto os governos estaduais registraram saldo positivo de R$ 4,274 bilhões, os municipais mostraram superávit de R$ 162 milhões.

As contas do governo central ficam superavitárias em março em R$ 9,676 bilhões. As empresas estatais registraram déficit de R$ 511 milhões em março. As estatais federais tiveram déficit de R$ 298 milhões, enquanto as estaduais mostraram déficit de R$ 260 milhões. Apenas as estatais municipais apresentaram pequeno superávit, de R$ 47 milhões.

No primeiro trimestre de 2011, as contas do setor público mostraram superávit primário de 4,20% do PIB, o equivalente a R$ 39,262 bilhões. Nos últimos 12 meses até março, o superávit primário subiu para 3,23% do PIB (R$ 121,858 bilhões). Este resultado em 12 meses ultrapassou a meta de R$ 117,9 bilhões. Vale ressaltar que tal resultado é inflado pelos mais de R$ 30 bilhões da manobra contábil realizada na Petrobrás em 2010: quando houve a capitalização da estatal, em setembro, o governo fez uma operação que acabou gerando uma receita extraordinária nesse montante, o que ajudou o setor público a melhorar o seu resultado fiscal.

Dívida líquida

A dívida líquida do setor público atingiu em março R$ 1,507 trilhão, o equivalente a 39,9% do PIB, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em fevereiro, a dívida somava R$ 1,491 trilhão, que representava os mesmos 39,9% do PIB.

A dívida bruta do governo geral, que exclui Banco Central e empresas estatais, somou em março R$ 2,113 trilhões, o equivalente a 56% do PIB. Em fevereiro, a dívida bruta somava R$ 2,083 trilhões, o correspondente a 55,8% do PIB.

(Texto atualizado às 10h54)

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