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Setor público tem superávit primário de R$ 8,2 bi em novembro

Com o resultado, o setor público alcançou um esforço fiscal de R$ 126,8 bilhões no ano, o que corresponde ao cumprimento de 99,9% da meta

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2011 | 10h46

O setor público consolidado registrou em novembro superávit primário de R$ 8,204 bilhões, segundo dados divulgados há pouco pelo Banco Central. O saldo primário exclui o pagamento de juros da dívida. O resultado foi melhor do que o esperado por analistas consultados pelo AE Projeções, que previam valor entre R$ 6,1 bilhões a R$ 7,8 bilhões. Com o resultado do mês passado, o setor público alcançou um esforço fiscal de R$ 126,777 bilhões, o que corresponde ao cumprimento de 99,9% da meta para o ano, que é de R$ 127,9 bilhões. De janeiro a novembro, o superávit primário equivale a 3,36% do PIB.

O superávit primário em novembro é o segundo maior da série para o mês, informou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. A série do BC para esse indicador é de 2011. Ao comentar os resultados das contas públicas no mês passado, Maciel destacou que o desempenho foi "muito bom". Ele disse que tradicionalmente o mês de novembro não é marcado por resultados muitos fortes, mas este ano foi elevado.

Ele avaliou que em 2011, após dois anos difíceis paras contas públicos devido ao impacto da crise internacional de 2008, é possível observar  um "retorno à normalidade". "Tivemos em 2011 um ano mais regular de superávits", disse.

Na sua avaliação, esse desempenho mostra uma consolidação fiscal ao longo deste ano. Ele destacou que faltando apenas um mês para o fim do ano a meta de superávit já foi 99% cumprida. "Isso dá tranquilidade", afirmou. Segundo ele, o crescimento da economia, que favoreceu o aumento da arrecadação, e contenção de despesas contribuíram para o resultado mais forte. "Os anos de 2009 e 2010 foram atípicos", disse.

Para 2012, disse o chefe do Depec, o cenário é favorável, apesar das avaliações negativas de analistas econômicos. "Estamos entrando em 2011 com um cenário será bem mais normal, bem mais tranquilo do que tínhamos ao final de 2010", disse.

Ele ressaltou que as projeções do BC trabalham com o cumprimento da meta cheia de superávit primário das contas públicas em 2012. Ele previu que o aumento da arrecadação vai contribuir para esse cenário. "A meta cheia é o cenário que o BC trabalha", disse.

Economia



Segundo o Banco Central, a maior parte do esforço fiscal do mês passado foi gerado pelo governo central, que economizou R$ 4,808 bilhões para pagamento de juros da dívida. Já os governos regionais contribuíram com R$ 2,623 bilhões e as estatais, com R$ 773 milhões.

No acumulado em 12 meses até novembro, o esforço fiscal do governo alcançou R$ 137,630 bilhões, o equivalente a 3,34% do PIB. 

Resultado nominal

As contas do setor público apresentaram em novembro um déficit nominal de R$ 10,163 bilhões, informou há pouco o Banco Central. O resultado nominal inclui o pagamento de juros da dívida. O resultado é menor do que o déficit de R$ 14,359 bilhões registrado em novembro de 2010. Porém, é maior do que o déficit de R$ 6,322 bilhões registrado nas contas do setor público em outubro passado.

No ano, de janeiro a novembro, o déficit nominal atingiu 2,36% do PIB, o equivalente a R$ 89,323 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit nominal era de 2,48% do PIB, ou R$ 84,991 bilhões.

Em 12 meses até novembro, o déficit caiu para 2,38%, o equivalente a R$ 98,005 bilhões. Até outubro, o déficit em 12 meses estava em 2,49% do PIB ou R$ 102,201 bilhões.

Juros

O setor público consolidado gastou R$ 18,368 bilhões em novembro com o pagamento dos juros da dívida. Segundo dados divulgados há pouco pelo Banco Central, a maior parte da despesa foi feita pelo governo central, que desembolsou R$ 13,580 bilhões. Já os governos regionais pagaram R$ 4,413 bilhões e as estatais desembolsaram R$ 375 milhões. Em novembro do ano passado, a despesa com o serviço da dívida havia sido um pouco maior, atingindo R$ 18,525 bilhões.

De janeiro a novembro deste ano, o setor público já desembolsou R$ 216,1 bilhões para pagar os juros da dívida, o equivalente a 5,72% do PIB. A despesa é maior que a verificada em igual período de 2010, quando o gasto havia somadO R$ 175,834 bilhões (5,13% do PIB). No acumulado em 12 meses até novembro, a conta com juros soma R$ 235,635 bilhões, o equivalente a 5,72% do PIB.

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