Setor rural argentino volta às ruas em protesto contra o governo

O setor rural argentino, acompanhado de empresários e de grande parte da oposição, realizou um protesto na quinta-feira contra as políticas agrárias do governo, com quem os produtores mantêm uma dura disputa devido às intervenções oficiais nos mercados.

NICOLÁS MISCULIN, REUTERS

11 de dezembro de 2009 | 10h35

O protesto, realizado no centro de Buenos Aires, foi convocado para apoiar a renovação de deputados e senadores no Congresso, onde o governo perdeu sua hegemonia absoluta após a derrota eleitoral sofrida em meados do ano.

O novo Congresso contará agora com dirigentes rurais que buscarão impulsionar os benefícios para o setor e reduzir os impostos sobre as exportações de grãos.

"Temos que conseguir atenuar o dano que o governo é capaz de fazer nestes dois anos" que restam de mandato da presidente Cristina Fernández de Kirchner, disse Hugo Biolcati, presidente da Sociedade Rural Argentina, uma das quatro entidades em conflito com o governo.

"Mais que um dia de reclamações, é um dia de esperança ante o início deste novo período legislativo, de esperança de avançar na direção de um país normal", completou.

A televisão local mostrou milhares de manifestantes em uma das principais avenidas de Buenos Aires, onde também falaram líderes religiosos.

No ano passado, uma tentativa de Cristina de elevar as taxas sobre as exportações disparou um forte conflito, com paralisações rurais e bloqueios de estradas, o que afetou a marcha da economia argentina e levou o governo a uma crise política.

Apesar de ela ter desistido da medida, o setor quer agora que o Congresso reduza os iompostos sobres os grãos, considerados altos demais.

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