Setor têxtil deve fechar 2011 com 15 mil vagas de trabalho a menos

Segundo ABIT, resultado é um desempenho negativo distante da criação de 80 mil postos de trabalho em 2010

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2011 | 14h31

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Aguinaldo Diniz Filho, afirmou que em função da concorrência desleal de produtos têxteis importados, seu segmento deve encerrar 2011 com o fechamento líquido de 15 mil empregos, um desempenho negativo distante da criação de 80 mil postos de trabalho em 2010. "Temos força, coragem, gestão, recursos humanos e precisamos de uma situação igualitária de competição", destacou, após entregar a medalha de honra ao mérito da ABIT ao ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ministro, por sua vez, ressaltou que o setor é "muito importante" para a economia nacional. Segundo Mantega, depois do segmento de alimentos e bebidas, o têxtil é o segundo maior gerador de empregos dentro da indústria de transformação, pois é responsável por 1,8 milhão de vagas diretas e 8 milhões de postos ao longo de sua cadeia produtiva.

De acordo com o presidente da ABIT, em função da competição com os importados, "que não é igualitária", pois a produção é subsidiada pelo governo em várias nações, como na China, na Índia e no Paquistão, o setor deve registrar um déficit comercial de US$ 4,8 bilhões neste ano, marca 33% superior aos US$ 3,6 bilhões apurados em 2010. "Apesar de tudo isso, a indústria têxtil do Brasil é a quarta maior do mundo. Somos responsáveis por 16% da geração de postos de trabalho de toda a indústria de transformação e por 4,3% do PIB nacional", afirmou, ao ressaltar que o setor, que conta com 30 mil empresas, investiu US$ 2 bilhões na modernização de suas linhas de produção no ano passado. 

O ministro afirmou que a adoção da tarifa para a importação de produtos têxteis é uma salvaguarda ao setor que tem como foco principal a preservação dos empregos nacionais. "O objetivo é salvaguardar os empregos de um setor que é criativo. Se, além disso, tivermos uma arrecadação maior, não vamos reclamar e todo mundo vai sair ganhando", destacou.

Texto atualizado às 14h52

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