Shell planeja cortar 2,8 mil empregos após fusão com BG Group

O corte anunciado hoje se somará à eliminação de 7,5 mil postos de trabalho que a Shell havia feito no começo deste ano

Dow Jones Newswires

14 de dezembro de 2015 | 12h44

LONDRES - A Royal Dutch Shell planeja cortar 2,8 mil empregos depois de se fundir com o BG Group, no próximo ano, o que significará uma redução de 3% da força de trabalho combinada das duas empresas. O anúncio foi feito logo depois de órgãos reguladores da China darem aprovação "incondicional" para a fusão. Reguladores do Brasil, da União Europeia, dos EUA e da Austrália já haviam aprovado a operação.

O corte anunciado hoje se somará à eliminação de 7,5 mil posições que a Shell havia feito no começo deste ano. Já se esperava que a companhia cortasse mais vagas, mas o número total ainda era incerto. A britânica BG é consideravelmente menor que a empresa compradora, com 5,2 mil funcionários comparados aos mais de 90 mil da companhia anglo-holandesa. Segundo a Shell, a união vai gerar sinergias antes de impostos de US$ 3,5 bilhões.

O setor de petróleo está enfrentando problemas em meio à forte queda nos preços internacionais do petróleo, que recuaram mais de 66% desde o pico de US$ 114 por barril em 2014. Milhares de empregos foram eliminados do setor e projetos avaliados em centenas de bilhões de dólares foram cancelados ou adiados.

A decisão dos reguladores chineses de aprovar o acordo soluciona qualquer potencial risco de a fusão ser impedida por preocupações relacionadas à concorrência. "Agora nós vamos buscar aprovação dos acionistas das duas empresas para concluir o acordo no início de 2016", declarou o executivo-chefe da Shell, Ben van Beurden.

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