Shell vê reservas estáveis e alta de produção

A Royal Dutch Shell assegurou seus planos de crescimento da produção no médio prazo e disse que informou que o dividendo deve subir mais de um por cento neste ano. A petrolífera revelou ainda reservas estáveis de petróleo e gás no final de 2008 ante 2007.

TOM BERGIN, REUTERS

17 de março de 2009 | 10h14

A segunda maior petrolífera não estatal do mundo em valor de mercado afirmou nesta terça-feira que pode gerar um crescimento da produção anual de 2 a 3 por cento a partir do começo da próxima década.

A Shell, cuja produção tem caído há seis anos, havia informado anteriormente que previa potencial de crescimento no longo prazo de 2 a 3 por cento.

Às 10h03 (horário de Brasília), as ações da Shell na bolsa de Londres perdiam 2,4 por cento, superando a queda de 1,7 por cento do índice DJ Stoxx, que monitora o setor de gás e petróleo.

Nas últimas semanas, a petrolífera britânica BP e a rival italiana Eni diminuíram as metas de crescimento da produção, e analistas da Morgan Stanley disseram na semana passada que havia um risco da Shell fazer o mesmo.

Ao adicionar novas reservas, a companhia apresentou um desempenho melhor do que analistas esperavam em 2008, com uma taxa de reposição de reservas de 98 por cento, conforme medição sob regras da Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), afirmou um porta-voz.

Isso significa que a Shell equilibrou quase toda sua produção com novas descobertas no ano, ainda que seu desempenho tenha ficado atrás de concorrentes como a BP.

Embora investidores temessem que a queda de 100 dólares nos preços do barril do petróleo desde julho do ano passado fosse forçar grandes petrolíferas a reduzir seus generosos dividendos, a Shell informou que elevará o pagamento em 2009 para cerca de 10 bilhões de dólares, ante 9,8 bilhões no último ano.

A companhia não se compromete a continuar o programa de recompra de ações, com o qual gastou mais de 3 bilhões de dólares em 2008.

"Nós não temos uma bola de cristal sobre os preços do petróleo, então estamos planejando tendo como base que o declínio pode durar mais de um ano", declarou o presidente-executivo da Shell, Jeroen van der Veer, em um comunicado.

Após ter vendido um número de refinarias e operações de varejo na Europa e na África nos últimos anos, a companhia disse que pode vender novas instalações e atividades na Alemanha e na Nova Zelândia.

A Shell está atualmente sendo investigada pela SEC, órgão regulador dos mercados dos Estados Unidos, e pelo Departamento de Justiça do país "por violações do US Foreign Corrupt Practices Act", informou a companhia em relatório anual.

(Por Tom Bergin)

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