Siderurgia pratica margens muito altas, diz ministro

As margens de lucro na siderurgia brasileira são muito altas e precisam ser revistas, disse nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

REUTERS

29 de junho de 2011 | 12h44

"O governo não deve ter a intenção de arbitrar lucro de ninguém... mas um desenho que permite margens muito altas em um insumo importante como o aço não é adequado para uma economia como a brasileira", afirmou em audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a nova política industrial do governo.

"E vamos reconhecer, com muita clareza... que a formação do preço da siderurgia brasileira tem de ser revista, as margens costumam ser muito altas... De alguma forma, precisamos também fazer com que esse setor pratique margens mais correspondentes com a média internacional."

Procurado, o Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as produtoras de aço do país, não pode comentar o assunto de imediato.

No primeiro trimestre, as três principais siderúrgicas do país com ações listadas em bolsa --Usiminas, Gerdau e CSN-- registraram queda de margens de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) na comparação com o mesmo período de 2010.

A CSN apurou margem de 30 por cento e a Usiminas, de 4 por cento. Enquanto isso, a Gerdau informa em seu balanço do período que a margem Ebitda no Brasil caiu de 28 para 13 por cento.

Em 2010, as siderúrgicas brasileiras foram forçadas a promover grandes descontos de preços em meio a um volume recorde de importações de aço.

(Reportagem de Leonardo Goy)

Tudo o que sabemos sobre:
SIDERURGIAPIMENTELMARGENS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.