Siderúrgicas da China pedem imposto menor para retomada do setor

A entidade que representa a indústria siderúrgica da China pediu ao governo uso de descontos em impostos para impulsionar as exportações de produtos de aço e um setor que convive com preços em níveis mínimos recordes, alto endividamento e excesso de capacidade.

Reuters

31 de julho de 2012 | 10h35

O aumento das exportações pode minimizar o problema do excesso de oferta doméstica, mas vai afetar produtores regionais como a sul-coreana Posco e a japonesa Nippon Steel.

"A oferta supera a demanda no mercado doméstico, levando a uma rápida queda nos preços de produtos siderúrgicos, e esperamos que o aumento nas exportações poderá minimizar o problema", disse Qiu Xiuli, vice-secretário geral da Associação de Ferro e Aço da China (Cisa).

"Pedimos ao governo para avaliar se podemos aumentar os descontos de impostos e reduzir a lista de itens taxados", disse Qiu a jornalistas.

A pressão pelos descontos dos impostos, introduzidos inicialmente em 1998 e suspensos em 2005, acontece em um momento em que o lucro do setor siderúrgico da China registrou queda de 96 por cento no primeiro semestre deste ano .

Os custos financeiros também aumentaram, segundo a Cisa, ameaçando um setor em que os principais nomes possuíam dívidas combinadas de 300 bilhões de iuans (47 bilhões de dólares) no final de junho.

O setor siderúrgico chinês é afetado por excesso crônico de capacidade já que muitas empresas estatais seguem produzindo com prejuízo para manter empregos para dezenas de milhares de trabalhadores.

Operadores afirmam que os estoques de produtos siderúrgicos nas principais cidades da China superaram 15 milhões de toneladas, suficiente para construção de cerca de 350 estádios como o Nacional de Pequim, conhecido como "Ninho do Pássaro".

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