Siderúrgicas são suspensas por suposta venda ilegal

Empresas, agenciadores, transportadores e produtores de carvão que estariam funcionando sem autorização em 25 municípios baianos e mineiros

Fernanda Guimarães, da Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 16h23

Quatro siderúrgicas foram interditadas em Minas Gerais e Bahia por suposto comércio ilegal de carvão, segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). A operação Corcel Negro II ocorreu na última sexta-feira, 22, quando foram apreendidas mais de mil toneladas de ferro-gusa e 73 caminhões.

O alvo da operação foram empresas, agenciadores, transportadores e produtores de carvão que estariam funcionando sem autorização em 25 municípios baianos e mineiros. Segundo informações do MP-MG, algumas empresas do setor siderúrgico participavam desse processo ao receberem carvão de companhias com documentação fraudada.

O esquema teria como base empresas que solicitavam autorizações para a produção de carvão com uso de resíduos de serrarias, mas, segundo a acusação do MP, ao invés de produzirem o insumo, vendiam os créditos virtuais para empresas de fachada. Com isso, legalizavam o carvão extraído sem autorização.

Em comunicado, o diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano de Menezes Evaristo, destacou que as fabricantes de aço devem cobrar mais responsabilidade das guseiras. Procurado, o Ministério Público de Minas Gerais não informou, até o momento, os nomes das siderúrgicas interditadas.

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