Siemens VAI projeta forte crescimento no Brasil

A Siemens VAI, unidade da alemã Siemens que fornece tecnologia para as indústrias de aço, ferro e outros metais, espera registrar um crescimento de dois dígitos ao ano nas suas vendas de equipamentos no Brasil nos próximos cinco anos, apesar da turbulência nos mercados internacionais, segundo afirmou o diretor Financeiro da unidade brasileira, Martin Krauss.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

21 de novembro de 2011 | 13h31

Krauss disse que novos projetos siderúrgicos devem ser anunciados nos próximos anos no Brasil, embora não tenha dado um prazo exato. Com base na Áustria, a Siemens VAI está transferindo suas operações para países dos Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e do Oriente Médio, que devem representar 50% do crescimento econômico global nos próximos anos, explica o diretor. Na área de mineração e siderúrgica, esse porcentual será ainda maior, acrescenta.

"O histórico de crescimento da China ainda está intacto. Os chineses estão se livrando de unidades antigas, aumentando a produtividade e consolidando o setor de siderurgia", comentou Krauss. "A incerteza no Brasil é maior do que na China, mas o histórico de crescimento no Brasil também está intacto: a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas são eventos enormes, que exigem muita infraestrutura", acrescentou. Mas o executivo afirmou que os altos impostos e o câmbio brasileiro significam que construir uma fábrica no País é três vezes mais caro do que na Europa.

O representante da Siemens VAI disse que a crise de 2008 e 2009 e a recente volatilidade na Europa não prejudicaram a demanda dos mercados emergentes por equipamentos, já que as companhias estão sendo obrigadas a investir em produtividade, modernização, economia de energia e projetos ambientais para competir com mais eficiência.

Segundo Krauss, a companhia quer resolver alguns gargalos - e cortar gastos - construindo suas próprias unidades em mercados emergentes, incluindo China, Índia, Turquia, Vietnã, Malásia, Indonésia e Brasil. "Nós queremos estar presentes em todos os mercados emergentes. A estratégia é observar como o crescimento mundial se desenvolve. Está havendo uma enorme mudança e novas alterações virão".

Atualmente, a Siemens VAI tem 16 fábricas na China e dois meses atrás aumentou seus escritórios em Belo Horizonte (MG), onde agora emprega 400 funcionários. A unidade brasileira está trabalhando em vários projetos, incluindo com a Companhia Siderúrgica do Atlântico, uma joint venture entre a ThyssenKrupp e a Vale. A empresa também participa da construção e renovação de laminadores de aço da Gerdau e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). No ano que vem, ela deve começar a trabalhar na reconstrução de um alto-forno na fábrica da ArcelorMittal Tubarão.

De acordo com Krauss, em 2010 a Siemens VAI teve uma receita de 200 milhões de euros no Brasil, e esse volume está crescendo. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
SiemensBrasilinvestimentos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.