Sigatoka: IMA confirma ocorrência em 2 municípios do Sul de mg

Belo Horizonte, 27 - O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) confirmou hoje a ocorrência de dois focos de Sigatoka Negra, doença mais temível para as plantações de banana, nos municípios de Gonçalves e Pirangussu, no sul do Estado próximos à fronteira de São Paulo. De acordo com informações divulgadas hoje em entrevista coletiva, a contaminação foi registrada em propriedades de pequeno porte e as bananeiras serão totalmente erradicadas. O Estado tem uma área plantada de 40 mil hectares de banana, que foram responsáveis por uma produção de 550 mil toneladas do produto no ano passado. A maior parte das plantações está concentrada na região norte do Estado, com 22 mil hectares, principalmente em áreas irrigadas do Projeto Jaíba. Segundo o diretor-geral do Instituto, Altino Rodrigues Neto, a autarquia coletou amostras em todas as demais regiões produtoras que foram encaminhadas ao Laboratório de Doenças Tropicais da Embrapa, localizado em Manaus (AM), mas os resultados foram negativos. Desde o dia 1 de julho, o IMA realiza controle sobre o trânsito de mudas e frutas e a entrada de todo o produto oriundo de São Paulo, Mato Grosso, Roraima, Pará, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas está proibido. Foi também vedada a utilização da folha de bananeira como material para proteção e acondicionamento de qualquer produto vegetal, bem como o retorno à origem de material utilizado para proteger frutos de banana em trânsito. De acordo com Rodrigues Neto, a partir desta ocorrência, os técnicos do instituto irão intensificar a fiscalização. Na próxima segunda-feira uma equipe irá destruir 2 mil hectares de plantações abandonadas na região Norte. Outra medida que será cumprida com rigor, segundo ele, é a de proibir o trânsito de frutas em caixas de madeira. Uma portaria do Ministério da Agricultura de 2002 já determinou que o acondicionamento de frutas só pode ser feito em recipientes descartáveis ou que possibilitem a desinfestação. Além disso serão instaladas três barreiras fixas de fiscalização na maior área produtora de Minas e outras 13 barreiras móveis que serão colocadas estrategicamente nas demais regiões, para evitar que a contaminação se espalhe. (Raquel Massote)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.