Simplificação societária da Oi continua suspensa

O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, afirmou hoje em teleconferência sobre os resultados trimestrais da companhia que o processo de simplificação societária da empresa continua suspenso, mesmo com os planos de entrada da Portugal Telecom no capital da empresa. A simplificação da complexa estrutura societária da companhia, com a formação de uma única classe de ações (hoje são sete) era vista pelo mercado como uma das oportunidades que a Oi teria pela frente com a entrada dos portugueses na sociedade.

SABRINA VALLE E VINÍCIUS PINHEIRO, Agencia Estado

29 de julho de 2010 | 19h52

"Quando não foi aprovada a simplificação societária, dissemos que a coisa estava suspensa por tempo indeterminado, então a entrada da Portugal Telecom não muda essa decisão", afirmou.

Zornig também afirmou que a união da Vivo com a Telefônica - após a Portugal Telecom acertar a venda de sua participação na operadora de celular brasileira para a espanhola Telefónica - significará para a Oi o fortalecimento de um concorrente. "É um grande concorrente", afirmou, lembrando que as duas empresas passarão a vender também pacote de serviços integrados. Zornig, porém, ressalvou que a integração das duas empresas deve demorar para dar resultado e que a Oi hoje já concorre em telefonia celular com a Vivo.

A Oi anunciou hoje que registrou lucro líquido de R$ 444 milhões no segundo trimestre de 2010. Zornig, atribuiu a queda de cerca de R$ 50 milhões no lucro da empresa entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano à alta de juros da economia, que elevou as despesas financeiras da empresa. Segundo ele, a velocidade do aumento da taxa de juros está maior do que a velocidade da redução de dívida da companhia. "A despesa financeira subiu pois a taxa de juros no Brasil subiu", afirmou.

Investimentos

Os investimentos consolidados da Oi somaram R$ 446 milhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 52,6% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, os fortes investimentos feitos no último trimestre de 2009 em São Paulo e na área da Brasil Telecom permitiram um menor desembolso no primeiro semestre de 2010, "sem comprometer as prioridades estratégias do grupo". No trimestre, 78% do investimento da Oi foi destinado em negócios de crescimento, dos quais 41% em dados e 37% em telefonia móvel.

Os investimentos em telefonia fixa, que somaram R$ 281 milhões no trimestre, queda de 40,6% ante igual período de 2009, concentraram-se nos projetos de inclusão digital das escolas, na expansão da oferta de serviços de banda larga (Velox) e na oferta de pacote de dados para clientes corporativos, segundo o relatório que acompanha o balanço.

Em telefonia móvel, os investimentos de R$ 166 milhões (redução de 64,4%) concentraram-se na expansão de cobertura em todas as regiões. "Ao longo de 2010, a companhia tem realizado diversos esforços de otimização da rede combinada (Oi+BrT) de maneira a capturar sinergias relevantes tanto na rede móvel quanto na rede de dados, possibilitando o aumento de capacidade sem necessidade de investimentos adicionais em 2010", informa a Oi, no relatório.

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