Sindicato dos pilotos critica retomada de rota de Israel pela Lufthansa

Segundo membro do sindicato, decisão parece ter sido motivada por questões políticas e econômicas, não por segurança

REUTERS

26 de julho de 2014 | 13h07

O sindicato dos pilotos da Alemanha criticou a decisão da Air Berlin e da Lufthansa de retomar os voos a Israel, encerrando proibição imposta em reação a temores de que mísseis advindos da Faixa de Gaza pudessem atingir aeronaves.

A Lufthansa e a Air Belin informaram que vão retomar os voos ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, neste sábado, no mesmo dia em que teve início uma trégua humanitária de 12 horas entre Israel e o Hamas.

A trégua vem após quase três semanas de conflito em que 940 palestinos, muitos deles civis, foram mortos, além de 37 soldados israelenses e 3 civis.

Joerg Handwerg, membro do Conselho do sindicato dos pilotos alemão Vereinigung Cockpit, disse que a decisão parece ter sido motivada por fatores políticos e econômicos, e não por razões de segurança.

"Não devíamos estar voando a locais em que há tiros sendo disparados", disse Handwerg. A trégua é apenas temporária e o sistema de defesa aérea de Israel parece incapaz de segurar todos os mísseis, afirmou.

(Reportagem de Edwart Taylor e Victoria Bryan)

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