Sindicatos consideram redução de juros ‘lenta’ e ‘pequena’

O presidente da Força Sindical, Paulinho da Força, disse que o Banco Central 'acertou no remédio', mas 'errou na dose'

Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 20h34

O presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, avaliou como "muito pequena" decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) que reduziu nesta quarta-feira, 19, em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros, a Selic. O dirigente sindical considerou que a autoridade monetária "acertou no remédio", mas "errou na dose". "Infelizmente, os membros do Banco Central se transformaram em fiéis escudeiros dos especuladores", criticou. "A redução é positiva, mas insuficiente", frisou.

O presidente da Força Sindical ressaltou que a queda de 12% para 11,5% ao ano reflete a pressão da sociedade para a redução da taxa básica de juros. "Ela reflete a pressão da sociedade, especialmente do movimento sindical, que constantemente tem se manifestado a favor de queda ousada na taxa básica de juros", afirmou. "Esperamos, agora, que o Copom ao menos mantenha esse ritmo de queda, que, apesar de suave, serve de alento para a economia", acrescentou.

 Já o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, avaliou como "muito lento" o ritmo de redução. Na avaliação do dirigente da entidade, a autoridade monetária deve "ousar" e "acelerar" o corte da taxa básica de juros. "O Brasil ainda mantém o título de campeão mundial dos juros, o que freia o emprego, a produção e o desenvolvimento", avaliou. "E somente incentiva a entrada de capital especulativo", acrescentou.

O presidente da Contraf-CUT considerou ainda que o atual patamar da taxa básica de juros "é um problema e deve ser combatido", uma vez que, segundo ele, penaliza a população de baixa renda. "Trata-se do maior programa de transferência de renda do mundo aos donos de títulos públicos, a chamada bolsa-banqueiro, cujo orçamento prevê o repasse da ordem de R$ 240 bilhões, em 2011", criticou. "É uma obrigação do governo eleito acabar com esse nefasto programa de transferência de renda às avessas que está sangrando o povo brasileiro", emendou. O dirigente da entidade defendeu ainda que, além das metas de inflação, a autoridade monetária fixe também metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais.

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