Sindicatos protestam por jornada menor; Fecomercio critica

No Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada de Trabalho, centrais exigem 40 horas semanais em vez de 44

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

28 de maio de 2008 | 13h16

Nesta quarta-feira, 28, os trabalhadores celebram o Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada de Trabalho com manifestações em vários pontos de São Paulo Eles cobram a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), no entanto, se colocou contra e afirmou que a redução poderia incentivar a informalidade.  Segundo a Fecomercio-SP, isso porque a proposta é feita sem a redução proporcional dos salários, o que gera um aumento de custos para as empresas em decorrência das novas contratações e acréscimo da folha de pagamento pela elevação das despesas com encargos sociais. Dessa forma, haveria um aumento do custo pela hora trabalhada. O presidente do Conselho de Relações de Trabalho da entidade, Ivo Dall'Ácqua Júnior, classificou a legislação trabalhista brasileira como protecionista. "Países com legislação mais rigorosa são os que mais apresentam índices de desemprego ou de trabalho informal", avaliou. Para a Fecomercio-SP, a redução da jornada de trabalho por meio da negociação coletiva é a melhor alternativa para adaptar a relação entre o capital e trabalho à realidade econômica do País. A Força Sindical e outras centrais promovem desde as 6 horas manifestações em vários pontos de São Paulo. Também estavam previstas manifestações pró-redução da jornada de trabalho em outros 15 Estados, entre eles Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, segundo informações da Força Sindical. Protestos Manifestantes bloquearam o acesso à Ponte Estaiada e interditaram trechos da rodovia Dutra e Raposo Tavares nesta quarta-feira. Segundo a concessionária Novadutra, o grupo de 50 pessoas interditou a pista local sentido São Paulo, na região de Vila Maria. Por volta das 9 horas, os manifestantes se deslocaram para a avenida localizada ao lado da rodovia, permitindo a volta do fluxo de veículos, que chegou a ficar parado em quase cinco quilômetros.  Na Raposo Tavares, cerca de 300 pessoas interditaram parte da pista na altura do km 17, na região do Jardim Arpoador, sentido interior, complicando o tráfego na região. Por volta das 11 horas, porém, a Ponte Estaiada havia sido liberada parcialmente pelos 600 manifestantes que ocupavam o local. O grupo ocupava, por volta das 11horas, apenas a faixa da direita da pista sentido Jabaquara da ponte.  Cerca de 3 mil manifestantes também fecharam totalmente o terminal de ônibus Parque Dom Pedro II, no Centro de São Paulo, por volta das 12 horas, segundo informações do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo. Os ônibus que deveriam operar no terminal estão sendo desviados para outros locais. A interdição, de acordo com o sindicato, deve durar até as 13 horas, quando os manifestantes irão se dispersar. (com Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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