Sinergia de compra do Conpacel pela Suzano deve ser concluída até 2013

É possível projetar que o Ebitda da Suzano com 100% do Conpacel se aproxime de R$ 500 milhões

Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 07h27

O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, espera que a captura de sinergias a partir da compra da fatia restante no Consórcio Paulista de Papel e Celulose possa ser concluída até o final de 2013, uma vez que a companhia já tem conhecimento das operações do ativo.

Em teleconferência com jornalistas, o executivo disse que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) da Suzano obtido a partir da participação de 50% que detinha no Conpacel está em aproximadamente R$ 240 milhões. Com base nesse número, é possível projetar que o Ebitda da Suzano com 100% do Conpacel possa se aproximar de R$ 500 milhões.

Os números ainda não consideram as sinergias previstas após a compra de 50% do Conpacel, referente à participação da Fibria, que devem somar R$ 300 milhões em valor presente líquido.

Após a conclusão do negócio, que deverá ocorrer em janeiro de 2011, a oferta de papéis da Suzano terá um acréscimo de 190 mil toneladas anuais, elevando a produção total da companhia para aproximadamente 1,3 milhão de toneladas. Já a produção de celulose de mercado (vendida a terceiros) será acrescida em 170 mil toneladas, o que amplia a oferta da Suzano para aproximadamente 2 milhões de toneladas anuais.

A negociação de ativos do Conpacel totaliza R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,45 bilhão pela fatia de 50% da Fibria e R$ 50 milhões pela distribuidora de papel KSR, antiga unidade da VCP. 

Negócio de R$ 1,5 bilhão

Fibria e Suzano anunciaram na terça-feira à noite negociação de R$ 1,5 bilhão dos ativos da Companhia no Consórcio Paulista de Papel e Celulose (Conpacel). A Fibria, empresa resultante da união de Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), afirmou ter aceitado a proposta feita pela Suzano Papel e Celulose de R$ 1,45 bilhões pela fatia de 50% na Conpacel, até então uma joint venture entre as empresas.

A transação envolve também os ativos da distribuidora de papel KSR, antiga unidade da VCP, por R$ 50 milhões, sujeito a ajustes após auditoria. Assim, por R$ 1,5 bilhão a Suzano passa a deter a totalidade da Conpacel. A Suzano afirma em fato relevante que espera capturar sinergias operacionais e administrativas em torno de R$ 300 milhões com a Conpacel - sem contar a KSR nessa conta.

A fábrica de Limeira (SP) tem capacidade de 390 mil toneladas anuais de papel e 650 mil toneladas anuais de celulose. Os ativos da Conpacel incluem terrenos de 76 mil hectares e 71 mil hectares de plantio, dos quais 53 mil em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas, conforme comunicado.

A liquidação financeira da operação de Conpacel está prevista para até 31 de janeiro. Já a aquisição da KSR deve ser concluída até 28 de fevereiro de 2011. A transação será submetida à aprovação de autoridades governamentais.

O presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, destaca no comunicado que a aquisição "reafirma a estratégia da companhia em contar sempre com ativos competitivos para disputar e se consolidar na liderança regional de papéis de imprimir e escrever; maximizar a rentabilidade de suas operações de papel; ampliar sua plataforma de distribuição regional de papel; e expandir seu negócio de celulose de mercado."

Texto atualizado às 13h

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