Sinopec busca diversificar compra de óleo após redução do Irã

A China Petroleum and Chemical Corp (Sinopec) está buscando diversificar suas importações de petróleo, disse o presidente do conselho da companhia nesta segunda-feira, seguindo uma forte queda nas compras do Irã no primeiro trimestre.

REUTERS

26 de março de 2012 | 16h30

Uma disputa contratual entre a chinesa Unipec, braço de trading da Sinopec, e a Companhia Nacional de Petróleo, do Irã, acabou em fevereiro com um comunicado da refinaria chinesa de que estava reduzindo suas importações de petróleo em 2012 em 20 por cento ante o ano passado, privando Teerã de uma receita de 2,4 bilhões de dólares.

"A Sinopec tomou medidas para diversificar suas importações. Nós fizemos muitos esforços nesses termos", disse Fu Chengyu, que assumiu o controle da empresa asiática há cerca de um ano.

Após mais de dois meses de disputa sobre o preço e termos de crédito entre a Unipec e a companhia iraniana, o conflito foi resolvido graças, em parte, à intervenção do ministro iraniano do petróleo, Rostam Qasemi, durante visita a Pequim no mês passado.

"Nós ainda esclarecemos alguns preços que ainda não haviam sido confirmados (durante a visita de Qasemi)", disse Fu.

Dados da alfândega chinesa divulgados na semana passada mostraram que as importações de petróleo do Irã em fevereiro, de cerca de 290 mil barris por dia, foram reduzidas pela metade ante o nível de dezembro e estavam em baixa de 40 por cento contra janeiro.

Quando perguntado se a Sinopec reduziria suas importações de petróleo do Irã este ano na comparação com o ano passado, Fu não comentou diretamente, mas disse que "não deve haver nenhum grande aumento ou declínio", já que as ofertas são via contrato de longo prazo.

A refinaria chinesa, que fornece cerca de 45 por cento do combustível necessário ao segundo maior consumidor de petróleo do mundo, pretende refinar 3,5 por cento mais petróleo este ano que em 2011.

(Reportagem de Charlie Zhu)

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