Sociedade não deve se basear na interpretação de agentes ou jornalistas, diz Meirelles

Para presidente do BC, documentos emitidos pela instituição são suficientes para se 'compreender o diagnóstico do BC, bem como os critérios e lógicas de suas decisões'

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2010 | 13h25

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mandou um recado nesta sexta-feira, 26, à sociedade para que não sejam tomadas como verdades as interpretações feitas pelo mercado ou pela imprensa. "Nesse contexto é importante que a sociedade procure analisar os documentos, bem como pronunciamentos de autoridades monetárias, pelo que está escrito ou dito, e não pela interpretação de agentes ou jornalistas", afirmou.

 

Meirelles também defendeu que em ambientes democráticos as autoridades devem "fazer pronunciamentos regulares de forma a prestar contas de suas ações". O presidente do BC reafirmou que a comunicação da instituição com a sociedade no que se refere à política monetária é feita por meio de dois documentos básicos: as notas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e os relatórios de inflação.

 

"Esses documentos possuem a dimensão e a extensão necessária e suficiente para conter todas as informações necessárias para se compreender o diagnóstico do BC, bem como os critérios e lógica de suas decisões", afirmou, em discurso durante a posse do novo diretor de Assuntos Internacionais, Carlos Hamilton Araújo.

 

No discurso, o presidente do BC afirmou ainda que "enganam-se aqueles que esperam mudanças na conduta do BC em função do calendário cívico". "Nossa dedicação aos objetivos do BC é inequívoca e permanente", completou.

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