Soja: analista diz que RS foi o mais atingido pelo embargo chinês

Porto Alegre, 27 - O Rio Grande do Sul foi o Estado que mais sentiu o embargo temporário que a China impôs à soja brasileira no final de maio, segundo análise feita pela economista Vivian Fürstenau, do núcleo de estudos agrários da Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão da Secretaria de Planejamento do Estado. A entidade divulgou hoje sua Carta de Conjuntura de setembro, que aborda, entre outros temas, as perdas do Estado com a restrição chinesa às cargas de soja, diante da presença de sementes tratadas com fungicidas misturadas ao produto. A concentração dos contratos de exportação de soja para a China nos primeiros meses de 2004, que chegou a absorver em um mesmo mês antes da crise toda a venda externa do Rio Grande do Sul, fez com que o Estado fosse o mais atingido, afirma Vivian. O embargo paralisou a exportação de soja em junho, mas o efeito da crise aparece nos números de julho. O volume médio mensal de soja exportada pelo Estado para a China somou 151 mil toneladas de janeiro a junho. Em julho, despencou para 500 toneladas, compara a economista. Em receita, a diferença passou de US$ 43 milhões mensais, na média entre janeiro e junho, para US$ 155 mil em julho. Como enviava 70% de suas exportações de soja para a China, o Rio Grande do Sul tentou encontrar novos mercados quando o principal destino foi fechado. Em julho, foram embarcadas 78 mil toneladas para a Tailândia, 59 mil toneladas para a Holanda e 5 mil toneladas para o Egito, países que não compravam soja do Estado ou recebiam quantidades pouco significativas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.