Soja: Embrapa publica estudo sobre morte de plântulas

São Paulo, 17 - Várias lavouras de soja no norte do Paraná e do Vale do Ivaí, no centro do Estado, estão sendo atingidas por morte prematura de plântulas (plantas de soja recém-germinadas), problema que causou prejuízos econômicos nas últimas safras de soja no Paraná e em São Paulo. Há três anos a Embrapa Soja vem avaliando a morte de plântulas, provavelmente provocada por manejo inadequado do solo, associado a encharcamento por chuvas excessivas. Os estudos da Embrapa resultaram na publicação "Morte de plântulas de soja provocada pelo excesso de umidade e falta de aeração do solo", disponível na página na internet pelo endereço www.cnpso.embrapa.br. De acordo com o estudo do pesquisador Eleno Torres, o primeiro sintoma observado nas plântulas foi lesão na raiz, seguida por infecção causada por fungos de solo. O dano compromete parcialmente ou toda a raiz, fazendo com que as plantas de soja morram ou tenham o desenvolvimento afetado. A morte de plântulas obrigou muitos agricultores a semear novamente suas lavouras. O problema foi mais freqüente nos solos originados do basalto, onde houve chuvas intensas e contínuas. Aproximadamente 70% dos problemas ocorreram em terras roxas, e apenas 30% das ocorrências foram verificadas nos latossolos, profundos e apresentam boa drenagem. Nesses, o problema foi relacionado à campactação causada pelo manejo incorreto do solo. Segundo Torres, para diminuir os riscos do problema é importante adotar algumas medidas que evitem a compactação do solo, como a utilização de rotação de culturas. "Outra recomendação é evitar o manejo dos restos de cultivo ou a incorporação das sementes com grade niveladora, práticas que aumentam a compactação do solo e também a população de fungos no solo, devido à incorporação dos resíduos culturais", diz. Nas áreas de plantio direto, segundo Torres, deve-se evitar o revolvimento do solo com arado, que pode melhorar a drenagem, porém reduz a matéria orgânica e promove a erosão. "No caso da necessidade de se fazer a descompactação mecânica do solo, optar por escarificadores que permitam o rompimento da camada compactada de solo sem afetar o nivelamento do terreno, e que preserve grande parte dos resíduos culturais sobre a superfície do solo", afirma.

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