Soja: novo contrato chinês é criticado por traders e indústria

São Paulo, 1 - Depois de meses de rumores, a China finalmente aprovou a negociação de soja importada, o chamado contrato nº2, na Dalian Commodities Exchange. A indústria considera que a medida é uma razoável solução diante da necessidade do setor em fazer operações de hedge para se proteger da volatilidade dos preços da soja nos mercados internacionais. A China é o maior importador mundial de soja. Em 2003/04, o país comprou 16,5 milhões de t. Dois terços da indústria chinesa dependem da importação do grão. A produção doméstica neste ano é estimada em 18,5 milhões de t, bem abaixo da demanda. O contrato nº1 atualmente negociado na Dalian está restrito aos grãos chineses, o que deixa os importadores do país expostos ao preço de referência de Chicago. Ainda não está claro, segundo os críticos, como será feita a entrega do contrato nº2. Para analistas, o eventual sucesso da medida dependerá da efetividade da regra para entrega do produto. "A medida parece inadequada porque nem todos os investidores serão tratados da mesma maneira. Apenas os esmagadores com licença de importação terão permissão para atuar no físico no período de entrega. Outros terão que encerrar suas posições antes do vencimento do contrato", disse um analista de uma empresa norte-americana em Pequim. O contrato nº2 permite a entrega de soja produzida no país ou importada. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2004 | 18h51

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