Soja: plantio avançou na semana passada, com chuvas generalizadas

São Paulo, 18 - O plantio da safra brasileira de soja de 2004/05 avançou na semana passada, conforme acompanhamento semanal da consultoria Céleres. Chuvas em diversas regiões produtores favoreceram a semeadura dos campos, segundo os consultores. Até a sexta-feira (15), 3% da área prevista tinha sido plantada, contra 5% na mesma data do ano passado e iguais 3% na média de cinco anos para o período. Mato Grosso plantou 6% da área de soja até a sexta 15, segundo a Céleres, contra 7% na mesma data do ano passado. O Paraná também já teria plantado a mesma proporção, 6%, contra 10% na mesma data do ano passado. Mato Grosso do Sul e Goiás plantaram 3% da área prevista, até a sexta 15. Na semana anterior, encerrada na sexta-feira 8, só Mato Grosso tinha iniciado o plantio da safra nova, o que demonstra o caráter acelerado da semeadura nas demais regiões, tão logo surgiram chuvas em volume adequado. O avanço do plantio, segundo os consultores, depende das condições de clima ao longo das próximas semanas. Um dos objetivos do plantio precoce, no Paraná principalmente, seria a redução do risco climático na safrinha. A comercialização antecipada da safra nova também avançou na semana passada, conforme boletim da Céleres. Até a sexta (15), cerca de 10% da produção prevista em 2004/05 tinha sido comercializada, contra 9% da semana anterior. O atraso em relação ao ano passado e a temporadas anteriores ainda é importante. Em 17 de outubro de 2003 a comercialização antecipada era de 42%, e a média de cinco anos para o período é de 30%. Os consultores da Céleres avaliam que diminuiu a "esperança" do produtor em preços mais altos, pelo menos no curto e médio prazos. Daí a decisão de avançar na comercialização antecipada para levantar recursos para cobrir pelo menos parte dos custos da lavoura. A comercialização da safra velha (2003/04) chegou a 82% na sexta-feira (15), segundo a Céleres, contra 96% na mesma data do ano passado e 99% na média de cinco anos para o período. Os consultores afirmam que o produtor também tende a ceder nas vendas do volume remanescente da safra velha, conformados com a idéia de que é muito improvável uma recuperação dos preços até a entrada da safra nova.

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