Soja: produtor pede intervenção do governo no Porto de Paranaguá

Brasília, 23 - O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, distribuiu hoje cópias do abaixo-assinado com cerca de 35 mil assinaturas, no qual os agricultores do Estado pedem intervenção do governo no Porto de Paranaguá, no litoral paranaense. De acordo com o documento, a proibição do embarque de soja transgênica por Paranaguá vem aumentando os custos de transporte da oleaginosa paranaense, por causa da utilização de portos mais distantes em outros Estados, reduzindo o preço recebido pelos produtores rurais. O documento será entregue ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e também será protocolado à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Em relação ao porto, o presidente da federação disse que "se o governador do Paraná, Roberto Região, não quer o comércio de soja transgênica pelo porto, essa decisão deve se restringir apenas aos terminais públicos". "Nos terminais privados, as empresas têm o direito de fazer o que acharem melhor", afirmou Meneguette. Ele salientou, ainda, que os produtores do Paraná perderam na safra 2003/04 entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão por conta do deságio pago pela soja paranaense em relação aos preços internacionais cotados na Bolsa de Chicago. Ele disse que foi a primeira vez que a soja produzida no Paraná teve deságio na comercialização. "O prêmio sempre foi positivo", garantiu. Esse prêmio é a valorização do produto em relação às cotações internacionais do produto. Meneguette observou que os produtores do Paraná deixaram de ganhar de 3 a 8 reais em cada saca de 60 kg no momento da comercialização, por conta da decisão do governo do Paraná. Em duas semanas, mais de 35 mil produtores assinaram o abaixo-assinado, que está sendo entregue hoje ao ministro e aos parlamentares. De acordo com o presidente da FAEP, produtores de 320 municípios paranaenses ratificaram o termo. Ele informou que 8,2 mil produtores são associados à FAEP.

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